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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Novas experiências


Cá estou de novo, neste momento tentando anotar, traduzir meus sentimentos e sensações enquanto estão a flor da pele, pulsando forte e muitas vezes me deixando atordoada. Falo da minha última experiência no movimento estudantil. Movimento... Eis a questão. Sair do lugar, ampliar os horizontes, crescer(não, não é bem assim que tá no dicionário).rs 

Creio ter crescido bastante nos últimos dias enquanto estive no congresso nacional da UNE em Goiânia, na verdade eu passei por uma avalanche de sentimentos, uma montanha russa que horas me levava pro alto e em outros momentos pra baixo, felizmente o movimento do "pra baixo" durou menos.

Não dá pra definir o que vivi lá em 1 post apenas por isso vou deixar aqui um panorama geral do que vivi para destrinchar com mais calma com o decorrer do tempo. 

Vi coisas bastante intrigantes por lá, boas e ruins. Vi jovens que tentam se unir enquanto muitas vezes se separam, em "forças" que não servem para mostrar pensamentos diferentes sobre uma mesma coisa, mas na maioria das vezes para disputar "quem grita mais alto", quem se destaca mais, mesmo que negativamente. Obviamente acredito que nem todos lá desejavam apenas isso, mostrar poder, um poder sabe se lá de que. Poder o que? Poder como? Não creio que todos saibam definir bem isso, onde estão e onde querem chegar. Infelizmente já que a tanto a se conquistar em relação a educação no Brasil e os caminhos que serão tomados para se conseguir isso vão definir drasticamente como isso se dará, se essas novas conquistas virão ou não. Novas já que obviamente muito já foi alcançado, mas não quero levar para esse rumo por hora.

Das coisas boas que vi a que mais me chamou a atenção surgiu depois de um acontecimento ruim, mulheres que foram agredidas durante uma discussão sobre o novo código florestal, não estava no local e não vi como tudo aconteceu, o que soube foi da agressão física e emocional que essas mulheres sofreram, uma delas chamada de puta por pessoas presentes no momento. Até aí tudo muito trágico mas felizmente a história não acabou. Vi essas mulheres se levantarem contra o machismo e a intolerância, se unirem e virarem o jogo, mostrar a força que tem. Eu pessoalmente não compro muito a ideia de sexo frágil, nem de qualquer sentimento de inferioridade em relação aos homens, até porque não me sinto inferior em nada, só diferente, isso é claro. Mas foi muito bonito ver essas mulheres provando isso e se levantando em um grito que marcou(pelo menos pra mim), o congresso: "Eu não sou santa, eu não sou puta, eu sou mulher eu sou de luta." É, quem é que pode duvidar disso?!

Bom entre os espantos, os sentimentos a flor da pele, me assustei comigo mesma, com o mundo de possibilidades que se abria, com tudo que eu ainda não sei, minha santa ansiedade, felizmente tive colo pra essas angustias e entendi  que não dá pra querer construir um reino inteiro em 1 ano que dirá em alguns meses. Até o começo do ano eu não tinha noção do que era tudo isso e de repente quero entender tudo como se tivesse nisso há anos, é burrice eu sei, coisas de uma mente inquieta e ansiosa. Mas o bom disso é nunca me contentar em engolir nada pronto, é saber ponderar, questionar e poder voltar atrás se preciso, a parte mais complicada da história pra mim, mas tudo bem, faz parte.

No mais só posso agradecer a Deus, a todos os amigos que tenho e aos novos amigos que essa experiência me proporcionou e possibilidade de me sentir mais que uma expectadora da vida, mas cada vez mais poder ter a sensação de estar vida, de poder mudar, de poder acreditar quando muitos acreditam que isso tudo é apenas utopia. Ok, prefiro ser utópica e ter um motivo pra viver que entregar os pontos e achar que nada mais tem solução, pra mim essa seria a definição de morte em vida. Por isso sigo sonhando, acreditando, vivendo e aprendendo. Afinal o que é a vida senão isso?! Errar não é a morte, a morte é desistir, é parar, é não tentar.   

sexta-feira, 8 de julho de 2011

O que acontece enquanto os olhos piscam

                                                                                               Foto: Marina Brito    
                                                    
Esse é quase o nome de uma letra do Teatro Mágico. Achei apropriado para falar do meu sumiço. rs 

Como sabem aqueles que sempre me acompanham por aqui escrever para mim sempre foi um prazer, e nos últimos meses passei ensaiando pra escrever várias vezes sem sucesso. Primeiro por causa do cansaço que acabou me tirando a vontade de fazer até mesmo uma das coisas que mais amo, e é claro esse cansaço se justifica pela imensa carga de trabalhos da faculdade, juntado ao meu estágio e um elemento novo, ter ingressado, digamos assim, no movimento estudantil.

Aliás essa última tem sido uma grata surpresa da vida pra mim. Desde que tomei conhecimento de como funcionava basicamente a organização dos estudantes dentro da universidade no começo desse ano e comecei a participar das reuniões para formação do DCE da faculdade onde estudo, tudo correu muito rápido, em um piscar de olhos era a tesoureira desse DCE, participei de um congresso em São Paulo, há poucos dias de um congresso da UEE Minas que aconteceu na cidade na minha universidade. Enfim, fui arrebatada por tudo isso, quem é que me conhecendo um pouquinho diria que seria diferente?rs Só eu mesma é que não imaginava que ia gostar tanto de tudo isso.

E assim é vida, enquanto piscamos as coisas acontecem, sutis como um piscar de olhos, a menos que nós as impeçamos a vida flui normalmente. Nós a impedimos de fluir quando imaginamos que podemos controlá-la e  fazemos isso com todo o nossa força, imaginando que as coisas saírem do nosso controle é sempre ruim. Bom não estava nos meus planos me apaixonar pelo movimento estudantil, nem em como isso ia interferir no meu pensamento sobre tantas coisas. No começo do ano eu riria se me dissessem que tudo isso ia acontecer na minha vida. 


Que em Junho eu estaria falando com um monte de estudantes sobre a minha opinião sobre o fundo do pré-minério. Eu nem sabia o que era isso. Hoje eu ainda sei pouco, sei o básico sobre um monte de coisas, mas já é muito mais do que imaginei saber há uns 4 meses atrás.

Há uns anos atrás, poucos, sei lá, uns 3, eu nem cogitava a possibilidade de falar em público, ainda mais na presença de tantos rostos estranhos. É claro que o nervosismo não deixou de existir, mas há uma grande diferença entre ficar com medo e em deixar que esse medo de paralise. Nesses momentos eu volta e meio me lembro das palavras de um anjinho que faz parte de todo esse processo de transformação na minha vida. Minha terapeuta, ela sempre diz que o medo é normal, e é até bom porque nos protege, mas que apesar dele temos que seguir, ir em frente, com ele junto, mas ir. É o que tenho tentado fazer, e notado que a cada passo fica mais facil, mais suave seguir.

Então aconteça o que acontecer siga, é só segurar firme nas mãos de Deus e caminhar. Vai se assombrar com tudo o que pode acontecer enquanto seus olhos piscam, e eu olhar pra trás poderá perceber que se você espera coisas boas da vida e as recebe de braços abertos elas acontecem, as ruins não vão deixar de vir também, mas tudo bem, a gente aprende que elas são bençãos disfarçadas porque são elas que nos levam  para a próxima etapa, para o próximo degrau. Obviamente minha vida não virou um mar de rosas, longe disso, mas tenho tentado valorizar mais tudo que ela tem me dado de bom grado sem pensar demais em qual a próxima rasteira que ela me dará depois disso. Tudo bem se ela não me der nada tão surpreendentemente bom ou facil, na maioria das vezes é bem o contrário, mas em um piscar de olhos tudo pode mudar. Essa é a roda da vida, felizmente dinâmica e imprevisível.  

PS: O como a roda continua a girar agora eu tenho um novo gatinho também, olha que fofura.
Esse é o Simba, avesso ao Core, enquanto ele era super tranquilo esse é ligado no 220, mas fofíssimo também.

sábado, 7 de maio de 2011

O que a pressa destrói...



Hoje acordei com uma triste notícia que me fez quase que secar, uma coisa que pode parecer pequena pra alguns mas pra mim é muito grande, mas falo disso depois. Sei que por causa disso comecei a pensar em tudo que perdemos por causa do nosso afobamento de ter, de ser, fazer e acontecer. 

Estamos sempre com pressa, de que? Não se sabe ao certo, pressa de chegar, de sair, de vencer na vida. Nossa geração então quer tudo pra ontem, a internet mesmo nos ensina isso, temos sempre a sensação de que estamos perdendo algo, a última tecnologia em celulares, computadores, o último game da moda, seja lá o que for queremos estar a frente, mesmo que isso custe deixar algumas coisas pelo caminho. E como nós deixamos, deixamos de aproveitar a vida, nossa família, nossos amigos.

A pressa destrói muitas coisas boas, amizades, amores, a pressa matou meu gato porque um motorista não se preocupou muito em pensar que poderia haver alguma coisa entre o seu destino e o caminho que teria que percorrer. Sou suspeita mas digo que não era um simples gatinho, eu nunca tive um animal tão meigo, tão carinhoso, que demonstrasse tanto carinho por mim e a quem eu dediquei tanto de mim também. Sei que podem pensar: "mas oras, era só um bicho", mas é aquela história do "responsável por aquilo que cativas", nos cativamos, e agora vai ficar o vazio de quando ele me esperava quando chegava da faculdade, dos carinhos. Mas pelo menos pelos curtos 7 meses que ele tinha de vida e que passei com ele sei que ele não poderia ter sido mais amado, agora é esperar o tempo passar e a for diminuir, vida que segue. Nunca é facil perder quem amamos, por mais natural que seja eis aí uma coisa para a qual nunca estamos prontos, mas infelizmente elas não deixam de acontecer por isso. 

                                                                                                    Core por mim

Meu querido Core(nome do meu gato), estará sempre no meu coração, o nome foi bastante apropriado, despertou um grande amor, deixou suas marcas e aprendizados. O nome surgiu por causa de uma manchinha   que ele tem tinha em formato de coração, fiquei um bom tempo procurando uma tradução de coração que soasse melhor e achei essa, Core(coração em italiano). Só posso agradecer a Deus por ter permitido que ele passasse pela minha vida, mesmo que por um tempo tão breve. Mas é como um texto que li uma vez, algumas pessoas passam pelas nossas vidas apenas por apenas uma estação, e com ele também foi assim, mesmo não sendo uma pessoa, vai ter sempre seu lugarzinho no meu "core".    

domingo, 24 de abril de 2011

Palavras

                                                            Foto: Por mim. Marina Brito

Eu nem sei se tenho algo interessante pra dizer, eu só preciso escrever, encher espaços nessa página enquanto tento encher alguns dentro de mim. Cada pessoa age de uma maneira diferente em determinada situação e eu não sou diferente, mas em todas elas escrever sempre me ajuda. Dizem que o "papel" aceita tudo. Tudo... Tudo é tanta coisa, tudo pode ser nada, um vazio, a escuridão. 

Quando é que a escuridão é boa? Eu não sei. Mas sei que só enxergamos o claro por causa do escuro, só diferenciamos porque conhecemos e nos acalmamos em saber que ele não dura pra sempre, ele acaba, mas cedo ou mais tarde. Por mais longa que seja uma noite sabemos que sempre há um outro dia, sempre há o sol e seu calor, sempre haverá conforto depois da noite fria. Temos que crer nisso, em alguns momentos então, temos que nos agarrar a essa realidade com todas as nossas forças, principalmente quando o real parece já não ser. Quando nem as letras juntas parecem fazer qualquer sentido.

Quando isso acontece é bom saber que há um Deus que vê todas as coisas e que nos guarda na palma de sua mão, basta crer. Acho que já disse isso uma vez, mas uma cena que sempre vem a minha mente quando penso nisso é a de uma garotinha de pijama, bem encolhidinha e relaxada deitada sobre uma enorme mão, as mãos de seu Pai. Sem medo, sem dor, só a segurança de saber que aconteça o que acontecer, ela estará a salvo. Amém.

sábado, 2 de abril de 2011

Seja você

                                                            Fotos by me

Ontem foi um dia especial pra mim, 01 de Abril de 2011, meu 1º show da Pitty, uma cantora que admiro muito não só pela qualidade vocal mas pelo nível das letras e postura como pessoa. Não sou, nunca fui e nunca serei tiéte, nunca gostei dessas coisas, acho sem sentido. Quando olho pra qualquer artista no palco não vejo qualquer superioridade nisso, só alguém trabalhando com o que ama e encantando quem está a volta. E não é isso que fazemos no nosso dia-a-dia? Se você faz o que ama as pessoas irão notá-lo, isso aconteceu com ela, a diferença é que ela lida com os olofotes o tempo todo, a maioria de nós não. 

Sei que quando fazemos o que gostamos de fato, nos entregamos aquilo tocamos as pessoas com nossas vidas, pra mim isso acontece em relação a Pitty, as músicas dela sempre falam muito comigo e esse dia em especial não só o show, mas todo o resto falaram muito comigo. 

Acho que aprendi algumas coisas importantes como entender e respeitar um pouco mais as diferenças, ver como pessoas desconhecidas muitas vezes tem muito mais consideração e apresso por você do que muitos amigos íntimos. E ver que as diferenças não atrapalham em nada isso. Quando a Pitty cantou Máscara ela não cantou só uma música, ela cantou um hino. Vi aquelas pessoas cantando juntas como um grito de libertação, não é fácil ser quem somos, mas é muito mais difícil esconder isso, e aquelas pessoas, ao menos naquele momento, pareciam livres.



A atmosfera daquele lugar era indescritível acho que só estando lá pra entender, tirando o calor, a dificuldade de respirar, o empurra/empurra. Parece uma visão do inferno falando assim né?rs Mas mesmo com tudo isso a energia daquele lugar era muito boa, isso porque quando você faz uma coisa boa, em um nível tão bom como dizia, a tendência é atrair pessoas com essa mesma energia, e no geral era isso que se sentia.

Sei que valeu muito a pena estar lá, viver esse momento que além da boa música me trouxe muitas reflexões. 


sábado, 19 de março de 2011

A origem dos sonhos



Não sei porque mas as vezes a vida insiste em ser bastante cruel, ou talvez sei lá, seja o jeito de ensinar as cabeças duras e sonhadoras como funciona de verdade a realidade. Acho que a essa altura muita gente já deve ter visto aquele filme, "A origem", né? Pois então, acabo de descobrir que ele não é tão diferente da realidade sabe. 

As vezes insistimos em viver no mundo dos sonhos, a construir castelos de areias, sonhar com príncipes encantados, é tudo muito bom porque no sonho a gente pode ser o que quiser, pode fazer o que bem entender, sem dores, sem traumas, só a doce canção de fundo, aquela que sempre toca nos finais felizes de filme. Só que um dia a gente acaba cansando porque acaba não sendo tão emocionante como se previa, então resolvemos viver a vida real. Finalmente todas as alegrias, as tristezas, tombos e tudo mais que ela trás, e então descobrimos que viver a realidade é bem melhor que qualquer sonho e a gente se sente feliz, como nunca. Mas não é o fim porque ops... Era sonho de novo. Ou será que não? Tem horas que é difícil saber.  

É especialmente difícil porque na maioria das vezes só enxergamos aquilo que queremos enxergar, é tão melhor acariciar a fantasia, um relacionamento que acabou, um trabalho que já não funciona, a gente vai fingindo até onde conseguimos, vamos aguentando as pontas e adiando a vida em nome dos sonhos que não queremos desfazer. Mas um dia é preciso crescer né? Quem disse que viver é fácil? Mas vamos lá, ainda é melhor que sonhar. 

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Vida x Jogo


Eu não sei se só eu faço isso, acredito que não, mas minha mente inquieta não sossega nem em momentos de lazer como quando estou jogando, aliás coisa que gosto bastante de fazer, ainda mais agora que descobri que posso jogar os jogos de quando era criança no PC, tipo Donkey  Kong, Mário e tantos outros. Mas como dizia essa minha mente não sossega nem nessas horas e eu começo a refletir sobre algumas coisas bem parecidas no mundo real em relação aos jogos. Vamos a alguns exemplos:

Fases

A vida é cheia de fases, como nos jogos, tem algumas chatas que você não consegue "passar" de jeito nenhum, mas você sabe que precisa senão jamais alcançará seu objetivo. Nessas horas muitas vezes é preciso respirar fundo, dar um tempo daquela determinada "fase" e tentar de novo. Assim como na vida, quantos problemas não nos enlouquecem algumas vezes e se você tenta resolver enquanto está nervoso não dá nada certo, mas se você esfria a cabeça e pensa em novas alternativas a coisa acaba se resolvendo.

Morrer não é ruim

Minha professora de filosofia falou isso uma vez e me assustei à princípio, pensei "como assim? do que é que ela está falando?" Então ela explicou que morremos várias vezes nas nossas vidas, a cada etapa que ultrapassamos, que vencemos, a cada perda, a cada mudança, mesmo os sofrimentos nos fazem morrer um pouco, mas o bom é que não ficamos mortos. Todas essas transições em nossas vidas nos fazem crescer, aprender algo e seguir, isso se chama experiência. Assim como nos jogos, depois que você já passou por uma fase mesmo que dê game over e você tem que começar de novo você passa bem mais rápido, afinal você aprendeu como se faz.

As dificuldades aumentam a cada fase

Não é engraçado como a gente quer crescer rápido quando se é criança e vive querendo voltar a ser criança quando se cresce. Pois é assim como nos jogos também cada fase da vida trás novos desafios, as dificuldades aumentam, até porque os anos começam a nos pesar e percebemos que não podemos ser mais inconsequentes como quando éramos crianças, a vida não é tão simples quando você tem 20 ou 30 como era quando você tinha 8. Mas é assim que a vida é, e que bom senão não teria a menor graça e nunca aprenderíamos e nem viveríamos as delícias de cada fase, de cada estação.

E no final vamos ganhar, perder, sorrir, chorar, mas o mais importante é que vamos viver. Por isso temos que ir fundo nessa grande aventura, vamos perder algumas coisas pelo caminho mas tudo bem, sempre se pode começar de novo.    

sábado, 29 de janeiro de 2011

Eu que não sei nada sobre o mar...

                                                                             Foto: Nelson Afonso - Olhares.com

Eu que não sei nada sobre o mar, já mergulhei fundo em um grande amor
E mesmo nunca tendo provado de sua água salgada já salguei meu rosto com muitas lágrimas, muitas vezes
E nunca tendo desafiado sua fúria, suas altas ondas já vivi muitas tempestades no meu "alto mar"
E mesmo sem poder parar a sua frente e admirar sua imensidão
Já me perdi na imensidão dos meus sonhos

E quase morri afogada em ondas de sentimentos intensos e confusos
Esperei pelo meu príncipe, cai do cavalo
E mesmo assim continuei sonhando e esperando

E quando tudo parece difícil é só subir no meu barco e deixar que ele me leve
Sem âncora, sem destino, só fé
Porque chegue ele onde chegar eu sei que meu Comandante estará lá

Eu que não sei nada sobre o mar, fiz um mar dentro de mim
Um mar particular onde posso mergulhar sem medo quando quiser

Eu que não sei nada sobre o mar
Ao menos tento descobrir um pouco sobre mim

sábado, 13 de novembro de 2010

Sobre o particular..



A internet e todos os recursos midiatícos e tecnológicos que conhecemos trouxeram muitas vantagens como sabemos, o contato cada vez mais rápido e interativo, a qualidade na imagem, no som, entre tantas outras coisas. Mas temos as desvantagens também é bem verdade, maquinizados que ficamos transformando coisas simples em espetáculo. Os primeiros passos de um bebê, de nossas criações, nossas decepções, até mesmo momentos extremamente íntimos que ninguém mais além de nós deveria saber. Eu mesma já contei tantas coisas da minha vida aqui, e tudo bem até uma certa medida.

Mas eu falo de coisas que realmente são únicas e são nossas, eu falo de perder a medida entre o particular e o público, não sei se seria a melhor palavra, mas a ideia é essa. Se tudo é universal, meus gatinhos brincando, um bebê nascendo, alguém chorando, morrendo e ao mesmo tempo é particular também, então qual é a medida disso?

Eu não sei se sou eu mesmo que penso demais, complico demais ou o que mas eu me cobro por exemplo quando me vejo querendo compartilhar um monte de coisas manais. Ex: Novamente os gatinhos. rs Estou com 3 filhotes em casa, eram quatro, um já ganhou uma nova casa. Vejo-os brincando, fazendo suas artes, seus rostinhos lindos e tiro um monte de fotos, coloco no orkut, no celular, onde posso, fico querendo filmar a toda hora, mas nem tenho nenhum recurso muito bom pra isso. Mas o fato é que me policio quando vem a ideia de que tenho que mostrar o que acho bonitinho, fofo. Não tenho! Algumas coisas são só para serem admiradas mesmo, momentos pra guardar na memória e pronto. São meus e só. Será que estou complicando demais as coisas?rs

O que quero dizer é que muitas vezes deixamos de curtir alguns momentos integralmente só pensando em o que fulano ou siclano vão pensar quando virem, em quantos acessos no youtube vão ter, quantos comentários no orkut, e pra que? Só penso que talvez estejamos artificializando um pouco demais a vida, virtualizando demais e abrindo mão de pequenas coisas que nos fazem felizes e pronto. Acho que tenho batido muito nessa tecla ultimamente né? Mas é fato que isso tem me incomodado, e tudo que estou escrevendo tenham certeza, escrevo pra mim mesma também.

Continuemos a compartilhar as coisas boas da vida sim, porque não?! Só tentemos não extrapolar muito, perder a medida do particular. Afinal são essas as melhores coisas da vida, as que não se pode descrever nem com mil palavras, nem mostrar, porque só significam algo pra você mesmo, e é isso que importa.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Mergulhe



Desculpem o sumiço pessoal, novamente. Para os poucos que ainda lêem o que escrevo obrigada pela paciência.rs Mas essa correria louca em que nos metemos as vezes dá nisso, a gente fica sem tempo pra fazer o que gosta, e estressado demais pra se lembrar delas. E é sobre isso que quero falar.

Tenho pensado(aliás coisa que faço demais), em como vamos passando pela vida e nos anestesiando muitas vezes para o que realmente importa e eu me pergunto se não é isso que gera tanta violência com as pessoas com a natureza. Nós passamos pelas coisas simplesmente por passar, vemos árvores nas ruas nas estradas, mas não enxergamos, tocamos, sentimos, e se não sentimos não nos pertence. "Porque preservar a natureza? E eu aí que a natureza? Que diferença faz? Ligo meu computador e vejo os lugares que quizer sem sair do lugar, coloco um bonito descanso de tela e pronto, é o mais natural que vivo."

Eu tenho uma ligação imensa com a natureza, é meu jeito pessoal de descarregar as energias e recarregar também, quando não estou bem penso logo em mato, água, e geralmente um bom mergulho ajuda bastante. Eu curto bastante essas coisas tomar banho de chuva, sentir o vento, ficar sozinha comigo mesma, só eu e Deus. Isso me leva a meditar, rever e sentir mais as coisas, quando não faço sinto falta. Mas pensa em quanta gente nunca teve contato e não sente a menor falta, tá acostumado a lidar só com máquina e maquiniza também todas as relações humanas?

O que uma coisa tem haver com a outra? Tudo. Como já disse é claro que não vou cuidar do que não sinto, consciência ambiental, que isso? Pra quem não tem o mínimo de contato com o ambiente em que vive. E gradativamente vai se perdendo o contato com o animal humano também, vai se perdendo a sensibilidade, não se enxerga mais o outro, pra quem mal se enxerga não dá pra pedir muito mesmo.

Por isso tente não se contentar com a superfície, por mais que seja difícil tente olhar pra dentro pra conseguir olhar pra fora, tente olhar mais paro o natural, para a vida. Eu sei como as vezes as coisas parecem escuras e sem solução, sei muito bem, mas elas sempre podem ficar melhores quando as enfrentamos com a alma mais aberta, despoluída nessa confusão diária do mundo. Por isso faça o que fizer não fique na superfície, mergulhe, mergulhe nos sentimentos, no contato, até mesmo na dor, faz parte então é melhor viver, ir até o fundo dela e voltar mais forte. Vamos lá, vamos mudar o mundo começando por nós. Mergulhe.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Do It



Do It
Lenine
Composição: Lenine/Ivan Santos

Tá cansada, senta
Se acredita, tenta
Se tá frio, esquenta
Se tá fora, entra
Se pediu, aguenta

Se sujou, cai fora
Se dá pé, namora
Tá doendo, chora
Tá caindo, escora
Não tá bom, melhora

Se aperta, grite
Se tá chato, agite
Se não tem, credite
Se foi falta, apite
Se não é, imite...
Se é do mato, amanse
Trabalhou, descanse
Se tem festa, dance
Se tá longe, alcance
Use sua chance

Se tá puto, quebre
Tá feliz, requebre
Se venceu, celebre
Se tá velho, alquebre
Corra atrás da lebre

Se perdeu, procure
Se é seu, segure
Se tá mal, se cure
Se é verdade, jure
Quer saber, apure

Se sobrou, congele
Se não vai, cancele
Se é inocente, apele
Escravo, se rebele
Nunca se atropele...
Se escreveu, remeta
Engrossou, se meta
E quer dever, prometa
Prá moldar, derreta
Não se submeta, não se submeta..

Mais uma vez as músicas do Lenine, não posso evitar.rs Gosto muito dessa letra, principalmente porque ela é toda movimento e eu creio que isso é o que mais tem faltado para todos, para nossa sociedade de um modo geral. Passa tempo, meses e anos e vemos pouca coisa mudar porque escolhemos assitir a vida ao invés de atuar nela.

Pensem no cenário que temos hoje na política, da distruibuição de renda, nos nossos direitos. Direitos.. Será que ainda os temos de fato? Renunciamos tão facilmente, parece tão barato, tão pouco. As vezes eu confesso que tenho medo, medo do futuro, do que vai ser se ninguém resolver se mover, mas se mover de verdade. É claro que não dá pra generalizar, nunca, mas poucos fazendo muitas coisas, não dá, nem que esses poucos quizessem conseguiriam dar conta de tudo.

Por isso essa mensagem é pra hoje, pra ontem, pra sempre. Do It! Façamos algo enquanto ainda podemos, a ditadura maior de todas é aquela que imputamos a nós mesmos, por medo, por preguiça, por qualquer coisa não justificável, façamos algo e façamos já.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Falar e ser ouvido..




Das muitas coisas que sempre penso, uma em especial ficou martelando na minha cabeça nos últimos dias, a dificuldade que temos tido na correria do dia-a-dia de ouvir o próximo. Há um mês mais ou menos aconteceu um fato muito triste com uma amiga, ela perdeu uma amiga de infância que foi morta pelo namorado, o caso teve até destaque na mídia, foi um crime bárbaro. O que tem a ver? Bom, estudos mostram que falta de afeto e atenção, principalmente nos primeiros anos de vida, tornam as chances de uma pessoa se tornar um psicopata bem maior, 70%, é bastante. Parece que esse era o caso desse rapaz, falta de carinho, de atenção, que pode ter gerado um bloqueio que no fim virou uma falta de aceitação da rejeição, que acabou levando a morte de uma outra pessoa.

Fico me perguntando o que tem feito com que nos tornemos tão individualistas e insensíveis, a ponto de não estender a mão para quem precisa, não parar por um minuto pra ouvir uma outra pessoa, pra abraçar, dar carinho. Como disse foi comprovado que quando a criança não recebe carinho ela pode se fechar tanto que pode se tornar um psicopata. Pensando nisso soube que um grupo de pessoas vai como voluntário em alguns orfanatos só para dar colo aos bebes, dar carinho, "conversar". Fiquei encantada quando soube disso, alguém ainda se importa, temos que aprender a nos importar também. Assim como uma criança que chora por um colo e não tem pode acabar ficando doente no futuro, isso acontece em certa medida com todos nós. Todos sabemos como é horrível e desesperador "gritar" sem que ninguém escute, quer dizer, espero que nem todos tenham tido essa sensação. Eu já tive, mas no meu caso eu tive a certeza de que a "pessoa" mais importante me ouvia, e Ele se fez presente, meu Deus não me desamparou. Mas para quem não tem nem isso, imagino que deva ser desesperador.

Nesse momento a centenas e milhares e milhões de vozes "gritando" por aí, em blogs, em vlogs, em casa, no campo, em tantos lugares. Com ou sem a tecnologia, se escondendo ou não por trás dessa máquina onde muitos preferem passar o tempo fugindo do mundo real, como no mito da caverna, como se não existisse mais nada. Seja de que forma for há pessoas sofrendo, com medo de tudo e de todos, e pra elas até mesmo um bom dia fará diferença. Afinal o mundo é bem maior que nosso umbigo, podemos criar as máquinas mais modernas e mais rápidas do mundo, ainda não inventaram uma máquina de carinho, e se inventarem que guardem para si, ainda prefiro o real. Por isso se vir alguém sofrendo ao seu lado, tente fazer algo, não precisa ser muito, talvez ela só queira ser ouvida.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Coisas que eu não entendo.. Importantes pra quem?



Tem muitas coisas na verdade que não entendo nos dias de hoje então a maioria delas se destaca de uma maneira absurda, mas vamos lá. Uma das coisas que menos entendo, como pessoas conseguem idolatrar outras pessoas como se as tais fossem feitas de uma matérias diferente dos outros seres humanos, como se não tivessem as mesmas necessidades, as mesmas fraquezas, como se não fossem humanas mesmo. Eu não consigo entender isso, porque não tem nenhum sentido, se amanhã eu vir um artista de televisão na minha frente eu não vou fazer nada, primeiro porque eu não conheço, não faz diferença pra mim, se um amigo passar aí sim vou cumprimentar, abraçar, faço uma festa dependendo do tempo que não vejo, aí sim.

Não sei porque isso acontece, mas nos acostumamos a pensar que esse aparelhinho que temos em casa chamado TV torna as pessoas mágicas, encantadas, sei lá. Sei que a maioria das pessoas tem certeza que tem um posinho de pirlipimpim ali dentro, só pode ser. Só pode ser porque é só aparecer alguém ali dentro pra ele ser importante. Até os bandidos ficam importantes, olha só, vendo assim nem parece tão mal né? Mas não, eles não são maiores, nem melhores, nem mais perfeitos que ninguém. Sou mais importante que qualquer um deles, para os meus amigos, minha família, assim como eles são para outros. Por isso não tem nenhuma lógica pensar que seja diferente e eu fico chocada com quem pensa que sim, que saber da vida inteira de um estranho vai tornar ele mais próximo, vai fazer com que ele tenha qualquer consideração por tal pessoa e mesmo que tivésse pra que?

Bom eu sei que prefiro o mundo real, sem fantasias, eu já as tive mas acho que isso é coisa de criança, quando você cresce você tem que começar a agir como gente grande e aí muito do que você fazia antes começa a parecer babaquice. Babaquice querer ser uma super top model pra todo mundo te notar e invejar seu corpo, babaquice querer ser um super astro do cinema pra ter todas as mulheres a disposição e todo o dinheiro que puder, mas se você ama de verdade essas coisas aí sim.

De qualquer forma o que eu sonho hoje e acho que devemos pensar nisso, é em fazer a diferença no nosso meio, poder ajudar as pessoas com o pouquinho que a gente sabe, unir as forças e construir um bairro melhor, uma cidade melhor, um estado e um país melhor. E não importa se isso não vai ser notícia no jornal, na internet ou no cinema, o que importa é não passar por essa vida em branco, não viver como quem está a passeio mas como quem quer e pode ser e fazer melhor sempre, mesmo que ninguém nunca reconheça isso. Vamos nessa?!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

E a vida?



Sumi de novo né? A vida anda corrida, temos que correr atrás de tudo, ela não nos dá mesmo trégua. Mas cá estou novamente.

Por falar em vida, como as coisas estão, ou melhor são estranhas né? É espantoso a forma com que passamos muitas vezes pela vida sem notar nada a nossa volta, sem descobrir verdadeiramente a essência das coisas. Usamos, somos usados e assim vamos vivendo.

Dentre as muitas coisas que estou estudando no meu curso estou estudando a cultura, a raiz da palavras, suas nuances, se é que posso chamar assim. E é interessante ver como certas coisas estão impregnadas mesmo em nossa cultura sem que percebamos, detalhes que nos passam despercebidos na maior parte do tempo. Como a forma que temos nos conformado em ser uma sociedade sem cara, sem voz. Somos silenciados pelo Estado, pela mídia, mas creio que o somos por nós mesmos também.

Como conversamos ainda ontem na faculdade, vivemos em uma sociedade do politicamente correto. O bom sujeito é o discreto que não incomoda as pessoas, não fala em momentos importunos, quanto mais invisível melhor, mas melhor pra quem mesmo? Porque não saimos mais nas ruas clamando por uma política honesta, por salários mais diginos e tantas outras coisas? Porque não podemos? Também. A história do políticamente correto não admite algazaras, e isso é uma forma sutil de nos calar, mas porque nos acomodamos também. Nos acomodamos com a situação de explorados, de "invisíveis", nos acostumamos com nossa péssima política. "Afinal o que podemos fazer?" Pensamos.

Realmente mudar esse quadro não é fácil, exige uma consciência individual pra começar, para com essa história de que sozinho não conseguimos fazer nada. Se todos pensarem assim realmente não sairemos mesmo do lugar. Mas se todos se conscientizarem dos seus direitos e deveres e acima de tudo do poder que cada um tem em suas mãos de transformar, podemos sim fazer muito mais do que sonhamos um dia. Vamos tentar?

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Medo



MiedoLenineComposição: Pedro Guerra/Lenine/Robney Assis

Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá
Tenho medo de acender e medo de apagar
Tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar
Tenho medo de parar e medo de avançar
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e medo de deixar
Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave, que apagou a vida
O medo é uma brecha que fez crescer a dor
Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha
Medo de se achar sozinho
De perder a rédea, a pose e o prumo

Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo
Medo estampado na cara ou escondido no porão
O medo circulando nas veias
Ou em rota de colisão
O medo é do Deus ou do demo
É ordem ou é confusão
O medo é medonho, o medo domina
O medo é a medida da indecisão

Medo de fechar a cara
Medo de encarar
Medo de calar a boca
Medo de escutar
Medo de passar a perna
Medo de cair
Medo de fazer de conta
Medo de dormir

Medo de se arrepender
Medo de deixar por fazer
Medo de se amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez

Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo... que dá medo do medo que dá
Medo... que dá medo do medo que dá

Mais uma fantástica do Lenine. Essa música quase que despensa comentários.

Ontem fiquei pensando muito sobre essa questão do medo enquanto ouvia a música, depois quando cheguei em casa depois da faculdade. Sei lá, acho que estar na faculdade, apesar em não saber bem como vou chegar ao fim dela(principalmente se tratando de dinheiro). Se tivésse medo, como já tive, com certeza não teria nem começado.

Tememos tantas coisas ao longo da vida. Coisas novas sempre nos dão um certo medo, porque são carregadas de incertezas. Um novo trabalho, mudança de cidade, de país, seja lá o que for mudanças são sempre mais problemáticas. Mas deveria mesmo ser assim? Mudamos de cabelo, de relacionamento, de estação. A vida é assim, fecha um ciclo, começa outro, e isso é natural, ou pelo menos deveria ser. Mas acaba não sendo prá muita gente, gente que vive com medo. Falo por causa própria, já fui assim e digo, é horrível!

E é engraçado pensar no modo com que o medo haje em nós. Como a própria canção diz, temos medo de fazer algo e nos arrepender, medo de deixar de fazer, medo de errar, medo de acertar. Sim porque a maioria dos "medrosos" pensam tanto no erro que não conseguem imaginar o acerto, aí fica difícil saber o que fazer se der certo. O erro muitas vezes é minunciosamente calculado, mas o acerto, não. É como desejar com todas as forças uma determinada coisa, um carro por exemplo, mas nunca tirar carteira de motorista, porque imagina que a chance de tê-lo é tão pequena que nem vale a pena tentar. É um exemplo tosco, mas é só um exemplo.

Realmente o "medo é uma linha que separa o mundo", ele separa as pessoas entre as que encaram e vencem(ou não) e entre as que tem medo de tentar, porque pode dar muito errado, pode acontecer algo sobrenatural, e blá blá blá blá.
É claro que o medo é bom as vezes, que bom que eu tenho medo de me atirar de um prédio, de andar sozinha em um lugar escuro e sem nenhum movimento, isso pode evitar um desastre. Mas esse é um instinto de sobrevivência, é diferente, só um louco não teme pela própria vida.
Sei que é bem melhor tentar, por menor que seja a possibilidade de uma coisa dar certo, do que ficar chorando depois e se sentindo a vítima do mundo( e eu também sei o que é isso).


Houve um tempo em que eu me sentia a própria, eu achava que o universo inteiro queria que eu me desse muito mal, eu acredita piamente nisso, é claro que eu estava com um sério problema. Mas eu superei isso, e hoje eu sei que nunca mais vou me sentir assim de novo, pelo simples fato de que eu descobri que o mundo tem mais o que fazer do que ficar conspirando contra mim, e que se Deus é por mim nada será contra mim. E claro, se faço a minha parte, estudando, trabalhando para isso tanto melhor será. E eu digo é muito bom quando você deixa de ser seu próprio inimigo para se tornar seu maior aliado, é muito bom quando você acorda e mesmo destruído de cansaço(porque não dormiu grandes coisas), você pensa, "bom eu já venci quatro dias, só falta um". Ser otimista é muito bom, e ajuda muito quando você vive um dia de cada vez, um dia em si já trás tantos desafios, eu vou lá querer saber o que vai acontecer amanhã? Pense nisso! =)

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Vontade de desistir

É estranho como o sentimento de fraqueza nos assalta as vezes, por mais que não desejemos que isso aconteça, isso acontece com frequência. As vezes a única coisa que conseguimos enchergar quando olhamos para frente é um mundo de incertezas e medos e então pensamos em abandonar o barco, parar tudo, deitar e esperar que algo mágico aconteça, ou não. O fato que não queremos mais continuar, temos medo do fracasso, do sucesso, de tudo.


Confesso que já me senti assim várias vezes e me senti nesses últimos dias. Então parei para pensar, pesei os pós e contras, descobri muito mais pós, claro, e vi que isso realmente não era o que queria fazer, mas que foi bom ter pensado nisso. É só quando pensamos nisso que paramos para refletir sobre nossas vidas, para entender o que está bom ou não, para entender o sentido de nossas vidas. Uma vez um amigo me disse que geralmente quem é muito inteligênte, vez por outra fica deprimido, porque pensa demais, reflete muito sobre a vida, e isso é claro, é muito bom. Por isso hoje em dia, depois que a tempestade passa, não antes, me lembro disso, reflito e tento tirar uma lição do acontecido. E posso dizer que vale a pena, vale a pena parar para pensar, sofrer, sentir, faz parte da vida e é riquíssimo. Bem melhor isso que ser uma Paris da vida. É bom ter o que perder, é sinal de que se tem alguma coisa.

Pensar em desistir não é o problema, o problema é desistir de fato. Desistir mata em alguma etapa nossos planos e sonhos, recontruí-los pode ser bem mais difícil depois. Mas há também o outro lado, se não há mais como continuar daquele jeito, o melhor a se fazer é destruir tudo e começar de novo, sem o "fantasma" do que não deu certo. Enfim, pensar em desistir pode não ser de todo ruim, na verdade é um sinal de que existe vida afinal.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Espera que o sol já vem..


Falando em 14 bis, tem uma música lindíssima que eles gravaram que trás uma bela reflexão também, se chama Mais uma vez.


Mais Uma Vez
14 Bis
Composição: Flávio Venturini - Renato Russo

Mas é claro que o sol

Vai voltar amanhã

Mais uma vez, eu sei

Escuridão já vi pior

De endoidecer gente sã

Espera que o sol já vem

Tem gente que está do mesmo lado que você

Mas deveria estar do lado de lá

Tem gente que machuca os outros

Tem gente que não sabe amar

Tem gente enganando a gente

Veja nossa vida como está

Mas eu sei que um dia a gente aprende

Se você quiser alguém em quem confiar

Confie em si mesmo

Quem acredita sempre alcança


Nunca deixe que lhe digam

Que não vale a pena

Acreditar no sonho que se tem

Ou que seus planos nunca vão dar certo

Ou que você nunca vai ser alguém

Tem gente que machuca os outros

Tem gente que não sabe amar

Mas eu sei que um dia a gente aprende

É preciso fazer algumas resalvas. A primeira vista quando se ouve essa música ela parece excluir o papel de Deus quando diz "Se você quiser alguém em quem confiar, confie em si mesmo", pelo menos eu pensava que era isso quando ouvi das primeiras vezes. Mas temos que pensar nesse alguém como alguém humano. Humanamente falando não a ninguém melhor para se confiar do que em nós mesmos, se não acreditamos em nosso potencial ninguém o fará por nós. E dificilmente encontraremos alguém tão confiável como nós mesmos, ninguém melhor para saber o que é melhor para si do que Deus, claro, em primeiro lugar, mas depois dele somos nós, mais ninguém.


É interessante quando a letra fala dessa escuridão que endoidece até gente sã. Quem é que nunca passou por um momento como esse em sua vida? Quem é que nunca olhou para frente em determinado momento e não conseguiu enchergar nada? É certo que todos já passaram por momentos assim. Mas é certo também que quando isso acontecer podemos esperar, certos de que o sol já vem. Uma vez ouvi uma coisa em uma fita(bem antigo, dá prá perceber né?) que gosto muito de ouvir, é uma reflexão chamada "Como ser feliz de qualquer maneira". Pois bem, nessa reflexão em determinado momento foi dito uma coisa que chamou muito minha atenção sobre essa escuridão, "que quando achamos que nossos problemas chegaram no ponto máximo é um bom sinal, porque se não pode mais piorar é porque de alguma forma vai ter que melhorar." E não é a mais pura verdade? Nunca poderemos retornar a superfície sem ter chegado ao fundo do poço. É confortante pensar nisso ainda mais quando estamos no "olho do furacão" sem saber muito bem o que fazer e para onde ir. E é melhor ainda pensar que tem alguém de fora disso tudo olhando por nós, nos guardando e cuidando para que no final toda a tempestade que passamos retorne em experiência, em força. O Pai nunca desempara quem confia nEle de verdade, quem está com olhos firmados no lugar certo.


Por fim, como diz a canção, nunca deixe que lhe digam que não vale a pena acreditar em seus sonhos, que eles são grandes demais, maior é Aquele a quem entregamos nossos sonhos e planos. O que mais temos em nossos caminhos são pessoas para nos desencorajar, nos fazer desistir, mas se não confiarmos que podemos chegar lá, apesar de todas as desconfianças, é certo que não chegaremos a lugar algum. Mas se acreditarmos que podemos sim, bem mais do que esperam de nós, e que temos uma força que muitas vezes nem nós mesmos conhecemos, chegaremos onde quizermos. Falo por experiência própria, eu era a própria "vítima do mundo", mas quando resolvi lutar com todas as minhas forças, em Deus, para me sentir alguém, para me olhar no espelho e gostar do que estava vendo, ah, nesse dia tudo mudou. De alguém sem nenhuma perspectiva e já com poucos sonhos eu me tornei uma pessoa realizada, claro com muito o que realizar ainda, mas o que tenho hoje com certeza é bem mais do que poderia sonhar à poucos meses atrás, hoje eu tenho planos, metas, eu consigo sonhar. E é bom mesmo que sempre se tenha algo a realizar, porque se um dia olharmos para nossas vidas e não vermos mais nada para melhorar, mais nenhum sonho a ser realizado, com certeza sentiríamos um vazio imenso e não haveria mais nenhum motivo para viver.


Ninguém gosta de problemas, seria tão bom viver sem eles não é? Sem as depressões nas pistas de nossa vida, mas sem elas teríamos de nos contentar em ter um vida medíocre, só para nunca sofrer, como se fosse possível. Por isso aproveite-as da melhor forma possível, acredite elas são únicas e preparadas especialmente para você, para que no final você se torne alguém melhor, mais forte e com certeza mais humano. Então não se preocupe se a escuridão parecer cegá-lo em algum momento de sua vida, "espera que o sol já vem ".

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Paciência


Gosto de uma música do Lenine que é uma reflexão atualíssima, apesar da música já ser antiga.

Paciência
Lenine
Composição: Lenine e Dudu Falcão

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma

Até quando o corpo pede um pouco mais de alma

A vida não pára...

Enquanto o tempo acelera e pede pressa

Eu me recuso faço hora, vou na valsa... A vida é tão rara...

Enquanto todo mundo espera a cura do mal

E a loucura finge que isso tudo é normal

Eu finjo ter paciência...O mundo vai girando cada vez mais veloz

A gente espera do mundo e o mundo espera de nós...

Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo que lhe falta prá perceber? Será que temos esse tempo prá perder?

E quem quer saber?A vida é tão rara, tão rara...

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma

Até quando o corpo pede um pouco mais de alma

Eu sei, a vida não pára.. A vida não pára não...

Será que é tempo que lhe falta prá perceber?

Será que temos esse tempo prá perder? E quem quer saber?

A vida é tão rara, tão rara...

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma

Até quando o corpo pede um pouco mais de alma

Eu sei, a vida é tão rara

A vida não pára não... A vida não pára... A vida é tão rara!


Uma bela meditação sobre esses tempos modernos, onde carinhos, declarações e sorrisos tem hora marcada.


Esperamos o dia das mães para dizer o quanto a amamos, o dos pais, namorados, etc. E se nem para isso tivermos tempo? Quantas vezes temos que perder as pessoas que amamos para perceber o quanto elas são importantes para nós? E ficamos nos perguntamos porque não dissemos a elas o quanto as amavamos quantas vezes fosse necessário, ou sempre que desse vontade.


Minha avó conta que passou a vida toda querendo dar um beijo em sua mãe, mas a rigidez daqueles tempos a impedia de fazê-lo. Ela passou a vida toda desejando isso mas não pode fazer, ela deu o primeiro beijo e único em sua mãe quando ela estava no caixão.


Será que é isso que queremos fazer com nossas vidas? Enterrar nossos sonhos, sepultar nossos sentimentos porque não temos tempo para eles? Passar a vida correndo de um lado para o outro sem nunca parar para observar uma simples borboleta? As vezes é bom parar para sentir o vento, olhar para dentro, e "ouvir" no silêncio ensurdecedor de nossas almas, nossos clamores mais ocultos pela vida. E é no silêncio que podemos ouvir a voz de Deus a nos guiar. Isso não é perca de tempo, isso é ganhar tempo.


Já tentou fazer coisas simples e meio malucas, mas que são estremamente prazeirosas? Como deitar em um rego de água(vale de roupa e tudo) e sentir a água passar pelo corpo, ouvindo só o barulho da água. Correr na chuva ou simplesmente correr, só prá sentir o vento batendo no rosto. Na era dos "enlatados" quantas vezes paramos para fazer coisas do tipo? Se ainda não fez nenhuma dessas coisas, faça! Vale a pena!

"A vida é tão rara."

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Já deu o que tinha que dar...

Sinceramente, fico pasma com a forma que todo mundo cai em cima dos escândalos com tudo, criticando ou defendendo muitas vezes sem ter noção nenhuma do assunto. Os profissionais desse ramo, os mais especializados pelo menos, são os paparazes. Em sua maioria um monte de "urubus" rodeando a carniça.

É só ver o que estão fazendo com o caso do Michael Jackson. Vão aumentando tudo o que acontece em torno dele, tiraram o célebro dele pra analisar e já vira um circo em torno disso, não duvido nada que tenha alguém que tenha dito que tinham era arrancado a cabeça dele. Começam a questionar se ele era ou não homossexual, se apanhava mesmo do pai. Vi uma nota que mostra ele na maca e falando que ele usava peruca!! Que hora prá esse comentário. Caramba, o cara tá morto! Demorou quase 15 dias pra enterrá-lo e enquanto isso o que saiu de notícia não foi brincadeira. Você podia mudar de canal dez vezes que dez vezes você via falar dele. E esse é só mais um exemplo. O caso da Isabelle Nardoni foi outro. Ficavam o tempo todo mostrando como tinha acontecido a morte dela, acho que achavam lindo ficar expondo aquilo o tempo todo, para desespero da família, afinal dava ibope né?


Dá para entender que "todos" gostavam muito do Michael Jackson e que vão lembrar sempre dele, mas já está na hora de virar o disco. Que façam homenagens e o que mais quizerem para mostrar o quanto ele foi importante, mas já está na hora da mídia deixar a memória dele e família em paz. Aí quem sabe daqui uns 15 dias da mais uma notinha sobre isso e vão parando de falar tanto nisso, chega uma hora que cansa né? Até porque já não tem mais o que falar sobre isso, já esgotaram tudo o que se podia dizer.


Já tentou procurar por enterro de Michael Jackson no Google imagens? Aparece de tudo, metade das coisas não tem nada a ver, usam isso para promover outras coisas também, mulher pelada e o escambal. E é sempre assim, daqui a pouco(tipo daqui uns 2 meses) quando pararem de falar nisso e acontecer uma outra coisa mais chamativa eles fazem o mesmo com a notícia da vez.


Até entendo o papel da imprensa é claro que tinha mesmo muito o que falar, óbvio, mas agora já enterrou, as Tvs do mundo todo cobriram e pronto né? Acho que tá bom, daqui pouco vão começar a descobrir coisas desnecessárias e ele não vai mais poder se defender. Então só resta deixar ele quietinho lá em seu caixão banhado de prata, ouro, e sei lá mais o que. Pode parecer meio frio pensar assim, mas é assim que é, todo mundo morre, não ia ser diferente com ele, e cedo ou tarde, foi a hora que tinha que ser, para ele. The end!

terça-feira, 7 de julho de 2009

Um país para todos?


É incrível como temos ilusões de mudar o mundo quando somos jovens, acabar com a fome, com o desemprego, com a desigualdade. Eu mesma quando era mais nova(porque jovem eu ainda sou) pensava muito nisso, cheguei a colocar várias ideias no papel que tencionava mandar para o presidente, acho que foi no começo do governo Lula se não me engano. Estava certa de que aquelas ideias poderiam provocar uma revolução, na verdade era uma fantasia de menina.


Hoje sonho sim, sonho com grandes mudanças com um cenário melhor na política e consequentemente na vida dos cidadãos brasileiros, mas sem tantas ilusões como antes, com os pés mais firmes no chão. Mas no geral acho que as pessoas deixaram de sonhar com qualquer coisa que de uma maneira ou outra envolva política, e nos nossos dias isso é quase tudo. Digo quase tudo porque ainda existem organismos que trabalham por contra própria, como formiguinhas tentando fazer algo de bom para as pessoas mesmo sem qualquer ajuda do governo. Algumas vezes empresários que se unem em prol de uma determinada causa e isso é algo que ainda nos dá esperança no homem. Mas infelizmente isso ainda é um movimento muito pequeno, se os empresários de fato se unissem e abracem uma causa com certeza conseguiriam fazer muito mais que nosso atual governo tem conseguido. Mas não é preciso ser nenhum grande empresário para fazer isso, se pensarmos bem, temos pernas, braços, uma mente criativa, e o brasileiro em si é muito criativo, se quizermos podemos sim fazer muita coisa.


Acredito que dentro do governo existam pessoas que queiram sim trabalhar pelas pessoas, que vislumbrem melhorias para toda a população, mas infelizmente esse é um espécime tão raro que acaba por quase que se apagar no meio de tanta corrupção. E de quem é a culpa? Dos corruptos políticos que só querem roubar nosso dinheiro? Diria que é um tanto cômodo pensar assim não é? Quem os colocou lá?


Ouvi uma frase uma vez que nunca mais me esqueci, não sei quem disse, que: "se pudessemos chutar o traseiro do maior causador dos nossos problemas, não poderiamos nos sentar por uma semana". E não é verdade? Qual de nós faz ou fez uma pesquisa minunciosa antes de escolher seu candidato? A maioria vota por indigação, ou porque gostou da cara. Como é que se pode cobrar depois se nem ao menos conhecemos nossos governantes. Mas se mesmo assim fosse cobrado tava bom, o problema é que quase ninguém cobra, de jeito nenhum, eles ficam lá, livres e soltos, literalmente, porque a maioria já devia estar "vendo o sol nascer quadrado" faz tempo.


Reflitamos um pouco sobre isso. Sei que esse já é um assunto mais do que abordado, mas enquanto não for colocado em prática é sempre bom voltar a falar. Façamos algo com nosso espírito jovem de mudanças, de sonhos, sem ilusões, mas com fé e vontade de ver as coisas melhorarem.