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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

"A verdade nua e crua"



É esse é o título do filme que eu passei os últimos dias assitindo, mil vezes, indo e voltando. Porque? Para apresentação de um seminário na faculdade que propõe uma análise do filme juntamente com alguns textos que estamos estudando, sobre teorias da comunicação e tal.

Enfim, o seminário é hoje. E eu digo que ontem eu passei umas 6 horas estudando isso, pra não conseguir sair muito do óbvio. O filme é incrível, daria uma reflexão incrível com certeza, mas acho que consegui fazer algumas considerações. Porque fim de período e mil trabalhos pra entregar deixam nosso cérebro meio lento sabe? Estou até com medo de começar a escrever um monte de coisa errada, mas vamos lá.rs

O filme é bem interessante, propõe para nós comunicadores uma análise da mídia, para as outras pessoas, sei lá, pode até fazer pensar um pouco nisso também, mas acho mais provável que seja mais uma fala anti-puritanismo. Seja como for acho que poucas pessoas vão pensar na coisa como ela realmente é, as pessoas transformadas em méros n°s. Não importa a opinião delas, importa o ibope, essa é a "verdade nua e crua" da mídia, não importa o quão esperto você seja a mídia "vai te pegar". Ela usa toda sua técnica para te convercer de que seu produto é bom, aí mesmo que ela não te convença você se convence afinal, "a maioria aprovou, tem que ser bom".

A essa técnica é dado o nome de Espiral do silêncio, e tem como propósito fazer com que as pessoas sejam vencidas pela maioria. O nome vem do fato de não conseguirmos expressar uma opinião contrária quando a maioria defende outra. Por exemplo, se você estiver no meio de uma torcida do Flamengo em um jogo de Flamengo x Fluminense, você não vai gritar se o Fluminense fizer um gol né? Você vai ficar em silêncio. Logo, a maioria venceu. E é assim que funciona no espiral do silêncio, se a maioria das pessoas gosta de "Big Brother" mesmo que você não goste, dependendo da situação você assiste, e algumas vezes acaba gostando e pronto, o espiral funcionou. Enfim, estou estudando isso ainda, não sou experte, mas espero que tenha dado pra entender.

Sabe, quanto mais estudo Comunicação, mas me convenço de que todo mundo devia entender pelo menos um pouquinho sobre isso. Pra não ser tão submisso aos "mandos" e "desmandos" da mídia. Pra entender suas sutilezas, ser menos ingenuos. Não é que a "mídia" ou "o Mass Media" (que é o cara que "manipula" ou decide o que vamos ver) seja um monstro sabe? Mas santo "ele" não é. Por trás de tudo o que vemos tem um propósito muito bem definido, não existe nada por acaso nesse meio.

Bom, isso é só pra começar, eu vou aprendendo e ensinando pra vocês, combinado?rsrs Fala a modesta né? É só brincadeira, digamos que vou trocando experiências com vocês, vamos conversando, melhor assim.rs Espero não ter falado muita "abobrinha". Mas mesmo com meu pouco tempo de curso esse tipo de coisa já começa a ficar clara sabe. Aliás, eu indico, se você é curioso(a), quer entender mais sobre a sociedade e as formas de comunicação dela, sobre novas tecnologias, sociologia e muito mais, faça Comunicação Social, é fantástico! Eu estou amando. Apesar de ter ficado triste com uma conclusão que tirei estudando para o seminário de hoje.

Estudando as apostilas para o seminário me deparei com uma frase que me "chocou", pelo contrexto. Hans Seyle em seu livro, The Stress of Life, relata a fala de um colega de trabalho ao se deparar com o seu trabalho que era estudar substâncias tóxicas em animais. Parte da fala de seu amigo foi: " Você acaba de decidir-se por passar a vida estudando a farmacologia da sujeira". Meio complicado entender assim né? Mas vou tentar explicar. Essa sujeira levando para o nosso caso é essa "manipulação" da mídia. Engraçado como essa frase me assustou! Sei lá, não que tenha que ser sempre assim, mas caramba, eis um grande desafio, fazer essa "manipulação" de uma forma mais humana. Não ter que ficar empurrando essa "sujeira" de um lado para outro, como diria uma amiga da minha mãe " colocar chantili na bosta". Eis o nosso desafio, tentar fazer uma coisa limpa. "Manipulação", acho que não dá pra pensar em não usar, nós a usamos o tempo todo, nas nossas vidas, a questão toda é, se essa "manipulação" vai ser boa( se é que pode-se dizer assim), ou menos pior.

Ah.... Ser ou não ser, eis a questão! rsrs

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Medo



MiedoLenineComposição: Pedro Guerra/Lenine/Robney Assis

Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá
Tenho medo de acender e medo de apagar
Tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar
Tenho medo de parar e medo de avançar
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e medo de deixar
Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave, que apagou a vida
O medo é uma brecha que fez crescer a dor
Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha
Medo de se achar sozinho
De perder a rédea, a pose e o prumo

Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo
Medo estampado na cara ou escondido no porão
O medo circulando nas veias
Ou em rota de colisão
O medo é do Deus ou do demo
É ordem ou é confusão
O medo é medonho, o medo domina
O medo é a medida da indecisão

Medo de fechar a cara
Medo de encarar
Medo de calar a boca
Medo de escutar
Medo de passar a perna
Medo de cair
Medo de fazer de conta
Medo de dormir

Medo de se arrepender
Medo de deixar por fazer
Medo de se amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez

Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo... que dá medo do medo que dá
Medo... que dá medo do medo que dá

Mais uma fantástica do Lenine. Essa música quase que despensa comentários.

Ontem fiquei pensando muito sobre essa questão do medo enquanto ouvia a música, depois quando cheguei em casa depois da faculdade. Sei lá, acho que estar na faculdade, apesar em não saber bem como vou chegar ao fim dela(principalmente se tratando de dinheiro). Se tivésse medo, como já tive, com certeza não teria nem começado.

Tememos tantas coisas ao longo da vida. Coisas novas sempre nos dão um certo medo, porque são carregadas de incertezas. Um novo trabalho, mudança de cidade, de país, seja lá o que for mudanças são sempre mais problemáticas. Mas deveria mesmo ser assim? Mudamos de cabelo, de relacionamento, de estação. A vida é assim, fecha um ciclo, começa outro, e isso é natural, ou pelo menos deveria ser. Mas acaba não sendo prá muita gente, gente que vive com medo. Falo por causa própria, já fui assim e digo, é horrível!

E é engraçado pensar no modo com que o medo haje em nós. Como a própria canção diz, temos medo de fazer algo e nos arrepender, medo de deixar de fazer, medo de errar, medo de acertar. Sim porque a maioria dos "medrosos" pensam tanto no erro que não conseguem imaginar o acerto, aí fica difícil saber o que fazer se der certo. O erro muitas vezes é minunciosamente calculado, mas o acerto, não. É como desejar com todas as forças uma determinada coisa, um carro por exemplo, mas nunca tirar carteira de motorista, porque imagina que a chance de tê-lo é tão pequena que nem vale a pena tentar. É um exemplo tosco, mas é só um exemplo.

Realmente o "medo é uma linha que separa o mundo", ele separa as pessoas entre as que encaram e vencem(ou não) e entre as que tem medo de tentar, porque pode dar muito errado, pode acontecer algo sobrenatural, e blá blá blá blá.
É claro que o medo é bom as vezes, que bom que eu tenho medo de me atirar de um prédio, de andar sozinha em um lugar escuro e sem nenhum movimento, isso pode evitar um desastre. Mas esse é um instinto de sobrevivência, é diferente, só um louco não teme pela própria vida.
Sei que é bem melhor tentar, por menor que seja a possibilidade de uma coisa dar certo, do que ficar chorando depois e se sentindo a vítima do mundo( e eu também sei o que é isso).


Houve um tempo em que eu me sentia a própria, eu achava que o universo inteiro queria que eu me desse muito mal, eu acredita piamente nisso, é claro que eu estava com um sério problema. Mas eu superei isso, e hoje eu sei que nunca mais vou me sentir assim de novo, pelo simples fato de que eu descobri que o mundo tem mais o que fazer do que ficar conspirando contra mim, e que se Deus é por mim nada será contra mim. E claro, se faço a minha parte, estudando, trabalhando para isso tanto melhor será. E eu digo é muito bom quando você deixa de ser seu próprio inimigo para se tornar seu maior aliado, é muito bom quando você acorda e mesmo destruído de cansaço(porque não dormiu grandes coisas), você pensa, "bom eu já venci quatro dias, só falta um". Ser otimista é muito bom, e ajuda muito quando você vive um dia de cada vez, um dia em si já trás tantos desafios, eu vou lá querer saber o que vai acontecer amanhã? Pense nisso! =)

terça-feira, 14 de julho de 2009

Enfim um pouco de cultura..


Enfim a nossa querida Cláudio viu um pouco de cultura, nesse último domigo, 12, como a tempos não acontecia. Esse sim um grupo de qualidade com composições lindíssimas, uma musicalidade impecável, e o resto é o que nem dá para dizer em palavras.

Mas sabe por mais que tenha o ímpeto de fazê-lo, não posso culpar Cláudio e com isso seus representantes pela atual falta de cultura, isso é cultural mesmo. Estranho mas é isso mesmo, a falta de cultura é um mal desses novos tempos. Tempos em que gostar de coisa boa é visto como ridículo, tempos em que quem gosta de cantores como Chico Buarque, Milton Nascimento, Lenine, entre tantos outros, é tido como um bicho esquisito. Ok, yes sou um bicho esquisito! É bem melhor isso do que se acostumar com esse barulho que andam chamando de música, com esse mal gosto total que parece que de repente envolveu a maioria das pessoas, com letras que não significam absolutamente nada e que levam de lugar nenhum á lugar algum. E de quem é a culpa eu vos pergunto? De quem ouve e dá "moral" pra esse tipo de coisa eu diria, de quem faz com que qualquer um que consiga tirar um barulhinho diferente de uma guitarra faça sucesso, mesmo sem nenhum conteúdo. É simples, é só pegar o som que está "bombando" no momento, o Funk. Alguém para pra analisar aquelas letras? Me digam que não, por favor! Porque se mesmo analisando alguém ainda conseguir gostar daquilo então é porque a coisa é mais grave do que pensava.

Mas voltando ao show do 14 bis. Até tinha mais jovens do que imaginava que teria, mas prá um grupo desse porte achei que tinha muito pouco. Eu vou confessar que não sabia algumas das letras, só as mais conhecidas, apesar de gostar sim, muito, as mais antigas eu não conhecia, mas algumas porque realmente não eram da minha época. Mas pelo que reparei não era só eu que não as conhecia, vi 2 ou 3 jovens que acompanharam todas as músicas. Já as pessoas um pouco mais experientes  eu diria assim, acompanharam tudo e com bastante entusiasmo. Entusiasmada eu fiquei também, aquelas letras são um deleite, Bola de meia, bola de gude, Caçador de Mim, Canção da América, Mais uma vez(essa eu amo), e tantas outras. Letra de verdade e música de verdade. E aqueles solos de guitarra! Que era aquilo?! Manda um fanqueiro fazer aquilo, manda. Ô dó!

Só tenho pena mesmo que estejamos trocando tanta música boa por tanto lixo. É claro que tem surgido coisas boas também, mas para falar a verdade só procurando com lupa para encontrar ultimamente, a coisa tá feia.

Para o nosso bem, espero que eventos do tipo aconteçam com mais frequência  não só aqui na nossa remota Cláudio, mas no Brasil todo, é o que estamos precisando para ver se essa nossa "cultura" melhora um pouco, ou melhor para que ela se transforme em algo pelo menos parecido com cultura.