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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A pessoa certa




Eis uma coisa difícil de saber. Quem é a pessoa certa para nossos corações, aquele(a) que nos fará felizes com quem vamos querer envelhecer juntos, criar filhos, fazer planos. Andei pensando sobre isso e sobre o que observo nesse sentido.

Pra começar a pessoa ideal nem sempre parece com o que idealizamos, com aquilo que acreditamos ser melhor pra nós, isso porque Deus é muito sábio e se tivéssemos sempre o que esperamos ia ser um tanto monótono porque na maioria das vezes namoraríamos e casaríamos com espelhos, olha que tédio.

Sigo listando algumas coisas que costumamos, ou que alguns costumam procurar nos outros, falo na minha perspectiva de mulher, claro, mas isso serve para ambos os sexos ok?!

Pra começar percebo que muitas mulheres não buscam por homens mas por "touros reprodutores", não no sentido literal, á princípio, mas por aquele cara que tem pegada, o tal "bruto, rústico e sistemático", que em as satisfaz como mulher, mesmo que só sirva pra isso, um diálogo mais profundo e tudo vai abaixo. A grande questão é, será que esse cara com a super pegada, vai ter tato pra colocar sua filha(o) no colo e acalentar quanto ele chorar por algo que ele disse e o magoou? Será que ele será fiél apesar de todas as adversidades a você e sua família. Pegada ele pode aprender com o tempo, algumas coisas não, está em um lugar especial, armazenado em cada um de nós, uns tem, outros não. Ou você pode dar a sorte de encontrar essas duas coisas em uma pessoa só(falo da pegada, a parte do bruto rústico, eu pelo menos, dispenso), ótimo, você é privilegiada, mas se não prefira todo o resto que nisso da-se um jeito.

Há uma outra coisa que as mulheres costumam procurar, mulheres e homens, uma coisa que nada mais é do que aparência, e geralmente não diz muita coisa. Um rostinho e um corpinho bonito. Ok, sinta-se feliz se você tem isso e conteúdo, e todos os itens citados acima, mas se você tem só isso, músculos, um tanquinho, e um belo rostinho, eu sinto pena de você, porque músculos  não vão te amparar quando você estiver triste e fazê-la acreditar que tudo vai dar certo. O belo rostinho além de não durar pra sempre não vai acordar nas noites frias pra cuidar de você quando adoecer e continuar lá quando o barco afundar. Como disse se tem isso tudo, beleza e caráter, companheirismo em um mesmo pacote, congratulations, caso contrário escolha o "pacote" certo. ;)

Há ainda aquelas pessoas que surpreendentemente ignoram todas as coisas que escolhem alguém através do seu estrato bancário. Uau, isso é complicado. Complicado porque esse dinheiro não vai ajudar vocês a passarem por aquelas crises, sim aquelas que geralmente podem acabar com um casamento se não houver AMOR de verdade, compreensão e respeito. O que o falta dele pode fazer? Seu namorado, cônjuge, pular a primeira cerca um pouquinho convidativa que vir pela frente. Temo que o dinheiro não ajude nessa hora. E novamente repito, tudo bem o dinheiro também contanto que ele não seja a base.

Mas no final podemos dizer que boa parte da culpa pelos nossos delírios infantis de encontrar tudo junto em uma pessoa só, o rosto perfeito, a pessoa perfeita e tudo mais é da grande máquina televisiva e do cinema. Conte nos dedos quantas vezes você viu em filmes casais menos que perfeitos, feios para os padrões que ela mesma impõe. É raro, muito raro. Mas nós sabemos que na vida real não é assim, se não sabe fique sabendo, mas tem uma coisa, na vida real é muuuito melhor.

Bom acho que basicamente é isso que vem a minha mente inquieta nesse momento, tem mais um monte de outras coisas mas vamos conversando, pra não abandonar de novo esse espaço que me salva tanto em momentos difíceis. Como o amor. É sempre bom olhar para o lado e ver que não se está sozinho.     

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A vida em pause

                                           Foto: Antônio Manoel Pinto Olhares.com

É, a vida sempre segue seu curso, querendo nós ou não, porque esses cursos nem sempre nos levam pra onde desejamos, mas pra onde precisam ir, onde pra onde acabam indo por erros que cometemos.

No meu momento atual não é esse o caso, uma situação nada agradável surgiu uma doença que trás no nome aquilo que nunca queremos ouvir, uma doença de sobrenome maligno. Só isso já parece assustador, mesmo que hoje em dia nem seja mais como antes, pra quem vive sempre é. Não, felizmente não é comigo, mas se pudesse ajudaria essa pessoa a passar por isso, dividiria a doença até. Mas não dá, só dá pra dar todo o amor que se tem, e compartilhar a dor.

E a vida vai seguindo, meu em pause, mesmo que tudo continue se movendo em volta, no coração tudo fica em câmera lenta, passa devagar a espera das próximas cenas, do fim de um filme ruim, pelo menos enquanto se está dentro dele é assim que ele parece. 

Nessas horas não adianta culpar ninguém, muito menos á Deus. Mesmo que a vida pareça ter parado ela não parou, continua, e é preciso ter fé para se continuar de pé. 

A gente sempre pensa que pode acontecer com todos, mas com a gente não né? Mas porque não? Não somos melhores, intocáveis, a vida é assim, esse vai e vem de mudanças, de acontecimentos bons e ruins, mas o bom é saber que tudo passa e que no fim de tudo nosso Pai estará lá dos amparando, aconteça o que acontecer.

Hoje eu não tentei ser criativa, nem inteligente, não posso dar mais do que tenho agora. Só quis abrir meu coração no mesmo lugar que já fiz outras vezes. E bom, eu espero voltar pra dizer que ficou tudo bem, mesmo que o bem que eu imagino não aconteça, "andar  com fé eu vou que a fé não costuma faiar". 

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Minha alma velha..


Foto Marta Almeida Olhares.com


Ouvi tantas vezes nos últimos dias que parecia uma velha que comecei a me perguntar se haveria algum sentido nisso. Será que eu sou velha em algum aspecto que não sei? Quando é mesmo que nossa geração começou a se sentir velha, ou antes, quando começaram a nos ver assim?

Não creio que todas as pessoas façam indagações nesse sentido, talvez fazê-las seja ser velho, afinal o novo não quer saber muito de parar pra pensar(na grande maioria das vezes), refletir então se tornou meio obsoleto. Eu não sei, talvez seja muito pessimista da minha parte, mas eu me pergunto onde é que toda essa "novidade" vai nos levar, pra onde é que essa era do novo, do tecnológico, do speed, vai nos guiar. Até agora tenho visto nos levar para um lugar não muito bom, um lugar onde o sentimento fica pra escanteio, onde tudo o que digo agora parece brega, sem sentido, sem graça. Mas minha alma velha insiste em ainda se apegar à esses pensamentos.

De repente me transporto pra uma praça, pessoas conversam riem e choram, são felizes, pode parecer imprecionante mas elas não morreram sem a internet, sem a TV, pode ser até mesmo que viveram mais. Naquele lugar uma pessoa nunca teria morrido porque esqueceu de comer em frente a tela de um computador, nunca teria se matado de trabalhar pra comprar o carro do momento, o bum dos computadores. Computadores não matam, eu acho, mas porque nós temos morrido? Porque não ensinamos as máquinas como queremos viver nossas vidas, ao invés de deixar que elas ditem a forma com que devemos viver?

Afinal o que é velho, o que é novo? Sentir é velho, o agora é novo, o pensar é velho, o agir é novo. Novo.. Velho.. Disso é feito a vida, disso somos feitos, e é isso que fazemos, qualificar as coisas é humano, nos qualificar, ainda mais, e é da mistura do que fomos, do que somos e do que seremos que nos encontramos por aí, que vivemos. VIDA, eis aí o centro de tudo, não deixar de pensar naquEle que nos deu a vida nos faz mais humanos, nos faz lembrar daquilo que fica no final, quando o imaterial será tudo que temos e tudo que teremos.

domingo, 15 de agosto de 2010

Ganhar ou perder?



Eis a grande questão da humanidade, ser vencedor ou ser perdedor? Um garoto cresce ouvindo que precisa vencer na vida, ser o 1º, vencer os outros, e aí nem todo mundo entende isso da mesma maneira. Ser melhor como? Vale tudo pra isso? Vale matar, roubar, enganar? Esse mesmo garoto se vê em uma situação ruim, ele não é enxergado, ele não é o 1º ele sequer é o último, e então alguém coloca uma arma em sua mão e o diz que com ela ele nunca vai passar despercebido, agora ele manda. Quem são culpados? Todos nós. Porque alguém tem que ser sempre o 1º? Porque alguém tem que perder para outro ganhar? Porque não podem existir vários ganhadores de formas diferentes? Posso não ser o mais rápido, mas posso ser o mais engraçado, o mais carinhoso, o mais amigo, leal. Porque temos que rotular as pessoas e dizer que umas são melhores que as outras?

Temos que nos policiar com as sutilezas da vida que nos são impostas todos os dias. Ouvi algo muito sutil na época da copa e fiquei pensando. Estávamos vendo os jogos e alguém disse que era melhor ganhar em 3° do que ser 2º lugar, porque quem é 2º na verdade perdeu do 1º. Que triste não? Alguém sempre tem que ser perdedor? Ser 2º não basta, ou 3º ou 4º, só o 1º vale. Se for assim estamos perdidos não é? Não cabem todas as pessoas do mundo no 1º lugar do pódio ou cabem? Você é melhor em alguma coisa, em fazer alguém sorrir, em amar com todas as forças, em tirar de uma pessoa simples aos olhos dos outros o que há de mais especial de dentro dela, você vai ser sempre o 1º pra alguém, não importa o que faça ou quantos prêmios tenha, você é especial pra alguém, pra você mesmo e isso basta. E isso basta? Deveria.

Podemos não ser os melhores nas nossas profissões, nem o mais bem sucedido, mas faça o que fizer faça de coração e você será muito bom nisso, o melhor pra alguém, pra sua comunidade, pro seu bairro, pra sua empresa, ou pro seu colega de trabalho. Ame, ame muito viver, você com certeza faz diferença pra alguém ou fará se agir assim. Não se constrói nada sozinho, não existiria o 1º se não houvesse o segundo e por aí vai, por isso é besteira perder tempo com coisas pequenas, com números e colocações, a coisas melhores a se fazer, viver por exemplo. Eu digo por mim, quero a partir de hoje perder menos tempo em tentar superar os outros, mas tentar a cada dia me superar, me realizar e realizar a Deus que pra mim é quem mais importa. Quero ser feliz, amar muito, ser muito amada, sonhar e realizar tudo o que puder, sem importar se serei a primeira ou a última, serei eu, e basta.

sábado, 17 de julho de 2010

Mais coisas sobre o tempo...



Os últimos dias tem sido de extrema reflexão pra mim, não me planejei pra isso, estou de férias, mas essas coisas não se planeja mesmo e não dá pra tirar férias de si mesmo. É bem verdade que dá vontade, mas não dá, pra onde quer que vamos levamos na nossa bagagem nossos medos, anseios, mágoas, fantasmas, tudo aquilo que superamos e que julgavamos ter superado, tudo aquilo nos faz, que nos molta e nos leva a ser quem somos. Nos últimos dias um sentimento me envolveu de uma forma repentina, a culpa. Culpa sei lá de que e sei lá de onde, culpa de não ter feito mais quando deveria, de não ter corrido atrás, de ter tido medo ou sei lá o que. Como disse uma culpa meio sem sentido.

Pensemos. Quando deixamos de fazer algo, quando sentimos medo, não nos sentimos prontos ou seja qual for o motivo, nós o fazemos porque queremos? Creio que não, fazemos, na maioria das vezes, porque não conseguimos, naquele momento, fazer de outra forma. Somos de carne e osso, tudo o que acontece nas nossas vidas nos afeta de certa forma, desde a nossa infância até a vida adulta, cada um aceita as coisas de uma forma. Algumas pessoas tem uma força incrível e uma facilidade imensa de superar situações difíceis, outras não, simplesmente porque ninguém tem uma história igual a do outro. Por isso como já disse algumas vezes, não gosto de comparações porque simplesmente não vejo sentido nelas.

Mas como dizia, as vezes temos esses sentimentos completamente humanos, de culpa, por não termos conseguido ser diferentes como gostariamos ou deveriamos. Mas a verdade é que tudo tem seu tempo, cada um tem um reloginho interior e as coisas acontecem no seu momento, se esse reloginho estiver em primeiro lugar apontado para Deus a chance dessas coisas darem certo é obviamente muito maior. Mas o fato é que temos que respeitar esse nosso tempo e saber que existe uma coisa chamada maturidade, não dá pra ter reações de adulto quando se é criança, por isso se algumas coisas fogem ao nosso controle em alguns momentos é porque nós simplesmente não estavamos prontos pra elas e pronto. Se o "adulto" da vez não pode fazer tão pouco uma criança poderia, e talvez esse "adulto" também não tenha conseguido crescer na hora certa.

Conclusão? Sei lá, isso depende de cada um, só sei que a culpa é um sentimento que nos leva de lugar nenhum a lugar algum. O perdão sim, esse modifica todas as coisas ao nosso redor, e nos faz caminhar, seguir em frente. Por isso antes de qualquer coisa é preciso se perdoar e tentar mudar sempre, porque ninguém nunca vai ser pronto e acabado, não aqui nesse mundo limitado. Que permaneça a essência e o que de melhor pudermos cultivar, que permaneça o amor.

sábado, 26 de junho de 2010

Mudanças de "estação"




Olás!! Cá estou outra vez. Como diriam os meninos do JV, "mais uma vez de novo, aqui, novamente!!" rs E sem muita inspiração pra falar bem a verdade. Fim de período, carta de demissão e um cansaço gigante. Pois é, pois é, fui demitida. Acho que essa foi a melhor notícia dos últimos tempos, fizeram por mim o que não tive coragem de fazer, mesmo detestando o que tava fazendo, porque afinal de contas eu tenho minhas contas, a faculdade é cara e tudo mais. Aí é aquela coisa, você sai do trabalho mais o trabalho demora a sair de você, ainda mais quando a coisa é feita repentinamente e friamente como foi no meu caso. Você se sente apunhalada, a pior das criaturas, até ver que o mundo não acabou por causa disso. Pelo contrário, "seu mundo" acaba de começar a se florir novamente de voltar a primavera, mesmo que a primaveira interior tenha um outro tempo, diferente do que gostariamos.

Sabe, a verdade é que não gostamos muito quando a vida nos prega essas "surpresinhas", boas ou ruins nós sempre temos medo, as mudanças dão medo. Mas elas tem que acontecer e são boas, na maioria das vezes, se bem que acho que elas sempre são, depende do que nós vamos fazer com elas. Se vamos nos enterrar em uma cama e chorar as injustiças do mundo, que de repente resolveu se virar contra nós, ou confiar em Deus, arregaçar as mangas e lutar sabendo que sempre dá pra fazer as coisas melhores, fazer dos nossos campos mais floridos, e que essas surpresas acontecem muitas vezes pra nos mostrar isso.

Tudo o que sei, é que confio sim naquEle que me deu a vida e sei que o que Ele fez foi o melhor pra mim. Para vocês o que espero que fique é o que estou tentando fazer com que "fique" em mim (e estou conseguindo,rs). As mudanças são boas sim, nos tiram do lugar de conforto e nos fazem lutar pela vida, pelo que queremos de verdade e não defender o que temos, por medo de não conseguir nada melhor. Nós sempre podemos mais, e são esses momentos que revelam a força que nós nem imaginavamos que tinhamos. Por isso mude, mude quantas vezes for preciso, até alcançar a sua felicidade. A minha antes de qualquer coisa começa em Deus, se essa é a nossa base então é só "meter as caras" como dizem, "bola pra frente" e que seja bem-vinda a nova vida!!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Até o fim..



Esse vídeo foi um achado, não pude deixar de postar, confesso que ainda não tinha ouvido. Amo Chico, Ney também, mas essa realmente não conhecia. Tecnicamente falando fiquei impressionada, um clip bem moderno, não sei ao certo a data mas deve ter uns 15 anos pelo menos, imagino.

Quanto a letra, bom, o que dizer? As vezes as coisas podem não começar muito bem, mas temos que continuar, ir até o fim. Mas no caminho certo não persistir na estrada torta, é o que acrescento aí.rs Sem mais no momento, curtam o clip, esse é histórico.

Beijos

terça-feira, 1 de junho de 2010

Tempo, tempo...



Mais uma daquelas reflexões que faz tempo que não faço. Quem não conhece essa bela canção?!

Sobre O Tempo
Pato Fu

Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio

Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio
Como zune um novo sedã

Tempo, tempo, tempo mano velho
Tempo, tempo, tempo mano velho
Vai, vai, vai, vai, vai, vai

Tempo amigo seja legal
Conto contigo pela madrugada
Só me derrube no final

Ah-ah-ah ah-ah
Ah-ah-ah ah-ah

Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio
Como zune um novo sedã

Tempo, tempo, tempo mano velho
Tempo, tempo, tempo mano velho
Vai, vai, vai, vai, vai, vai

Tempo amigo seja legal
Conto contigo pela madrugada
Só me derrube no final...

Ah o tempo.. Como gostariamos de controlá-lo não é mesmo, mas felizmente não é possível, digo felizmente porque Deus sabe o que faz e se isso fosse possível ia ser tudo muito sem graça.

Gosto dessa canção é uma bela reflexão para mentes inquietas como a minha. As vezes o tempo voa e as vezes passa feito uma lesma mas porque ao invés de viver pensamos em tudo o que poderiamos fazer e não fizemos, ou no que queremos fazer. É tão mais fácil fazer ao invés de pensar né? Sim, agora conta isso pra minha cabeça. Nela as coisas acontecem e desacontecem com uma rapidez incrível, e aí pronto, ela entende que já foi feito. Não preciso agir porque minha mente já agiu e já decidiu que vai dar certo ou errado.

Melhor que imaginar e viver em um tempo mental, onde as coisas nunca acontecem de fato é arregaçar as mangas e agir. Mas o duro é que quando você apanha muito da vida sua mente manda uma mensagensinha(que precisa ser ignorada), dizendo a você que é melhor se poupar, que não vale a pena sofrer, mas a verdade é que o que não vale a pena é assistir a vida passar sem fazer nada. É o que eu não quero, ficar velhinha e olhar pra trás e ficar imaginando tudo o que poderia ter feito e não fiz.

Por isso eu digo a esse tempo o mesmo que essa letra diz, "só me derrube no final", na verdade não me derrube nem no final, porque o final desse ensaio de vida aqui pra mim vai ser o começo de uma vida de verdade, a eterna.

É claro que a gente erra, quem não erra? Mas é melhor errar tentando acertar. É sempre melhor viver, amar, ser feliz, é o que todos queremos, mas será que temos coragem? Bom to indo buscar a minha.

terça-feira, 25 de maio de 2010

É bom tentar..

Pra não fugir do tema meio ambiente e sustentabilidade que eu gosto bastante. Esse clip da Broker Fraser propõe uma reflexão sobre isso.



Temos uma grande responsabilidade em nossas mãos, será que estamos prontos? Na veradade tinhamos que estar a muito tempo né? Alguns dizem que não há esperança, eu como já disse outras vezes, ainda tenho. Eu sou do tipo que sempre tem esperança, não sei se estou certa em ser assim, na verdade não temos muitos motivos pra confiar no "homem" mas. Eu não creio que ele seja tão burro a ponto de ver o barco afundar sem pelo menos tentar dar umas braçadas. Quem sabe.. Oro pra que Deus dê mais consciência para as pessoas, a começar para mim mesma a cada dia. Com gestos simples podemos tentar salvar o mundo.

Pelo que vemos o Brasil ainda está bem a frente em muitas questões, até pela contribuição da Marina e tantas pessoas que lutaram nesse sentido, mas claro ainda falta muito. Vivemos em um lugar privilegiado, onde tem muita água, muito verde, riquezas incalculáveis. E fico pensando em países como Estados Unidos que "dizem" não dar a mínima pra essas questões e só agem na base da pressão, mas que vivem de olho na amazônia por exemplo. Será que eles esperam correr pra cá quando tudo explodir? É uma hipótese louca, talvez, mas o que eles fazem também não é loucura. Sentar e assitir o meio ambiente "ir para o espaço" de braços cruzados? Além de ser uma tremenda burrice é egoísmo porque não dá pra colocar "muros" na poluição e deixar ela ficar só por lá. Seria bom se pudessem assim eles provariam de verdade do próprio veneno e aí quem sabe pensariam melhor e mediriam as consequências disso.

Mais uma vez alguns podem dizer que é viagem minha sei lá. Mas acho que viagem maior ainda é investir tanto dinheiro em explorações a outros planetas quando não conseguem dar conta nem de um. Será que acabar com um não está de bom tamanho? Será que eles imaginam mesmo que vai dar pra arrumar a malinha e mudar pra um deles? Eu realmente fico chocada com tamanha tolice. Bom eu vou continuar tentando salvar esse aqui, vamos lá? Ele é nosso e precisamos nos unir e lutar para defendê-lo, acima de todas as coisas, de todas as lutas, sem essa todas as outras são desnecessárias.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Mais uma vez paciência.. paciência sempre..



Bom este é um post mais antigo, estou repetindo ele por dois motivos, falta de tempo e necessidade de paciência, essa postagem é a minha preferida, falta colocar mais em prática o que escrevi, mas muita coisa já venho conseguindo. Por isso cá está ela de novo, espero que gostem, a maioria acho que não chegou a ler e para os que já leram sempre bom recordar essa bela canção.

Gosto de uma música do Lenine que é uma reflexão atualíssima, apesar da música já ser antiga.

Paciência
Lenine
Composição: Lenine e Dudu Falcão

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não pára...
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora, vou na valsa... A vida é tão rara...
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós...
Um pouco mais de paciência...
Será que é tempo que lhe falta prá perceber? Será que temos esse tempo prá perder?
E quem quer saber?A vida é tão rara, tão rara...
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára.. A vida não pára não...
Será que é tempo que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo prá perder? E quem quer saber?
A vida é tão rara, tão rara...
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida é tão rara
A vida não pára não... A vida não pára... A vida é tão rara!

Uma bela meditação sobre esses tempos modernos, onde carinhos, declarações e sorrisos tem hora marcada.

Esperamos o dia das mães para dizer o quanto a amamos, o dos pais, namorados, etc. E se nem para isso tivermos tempo? Quantas vezes temos que perder as pessoas que amamos para perceber o quanto elas são importantes para nós? E ficamos nos perguntamos porque não dissemos a elas o quanto as amavamos quantas vezes fosse necessário, ou sempre que desse vontade.

Minha avó conta que passou a vida toda querendo dar um beijo em sua mãe, mas a rigidez daqueles tempos a impedia de fazê-lo. Ela passou a vida toda desejando isso mas não pode fazer, ela deu o primeiro beijo e único em sua mãe quando ela estava no caixão.

Será que é isso que queremos fazer com nossas vidas? Enterrar nossos sonhos, sepultar nossos sentimentos porque não temos tempo para eles? Passar a vida correndo de um lado para o outro sem nunca parar para observar uma simples borboleta? As vezes é bom parar para sentir o vento, olhar para dentro, e "ouvir" no silêncio ensurdecedor de nossas almas, nossos clamores mais ocultos pela vida. E é no silêncio que podemos ouvir a voz de Deus a nos guiar. Isso não é perca de tempo, isso é ganhar tempo.

Já tentou fazer coisas simples e meio malucas, mas que são estremamente prazeirosas? Como deitar em um rego de água(vale de roupa e tudo) e sentir a água passar pelo corpo, ouvindo só o barulho da água. Correr na chuva ou simplesmente correr, só prá sentir o vento batendo no rosto. Na era dos "enlatados" quantas vezes paramos para fazer coisas do tipo? Se ainda não fez nenhuma dessas coisas, faça! Vale a pena!

"A vida é tão rara."

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Mente cheia... mente vazia...



A volta a faculdade, a correria de sempre tem me feito ver o quanto isso me fez falta agora que estou me acostumando com esse corre corre todo. Ainda mais pra mentes hiperativas como a minha. Apesar do cansaço físico e mental que tudo isso proporciona é muito bom estar de volta, rever os amigos, os professores, toda aquela papela pra ler. Acabo de perceber o quanto tudo isso me fez falta nas férias. Claro que o melhor era ter relaxado e curtido ao invés de estressar e quase fundir a "máquina" mas ninguém avisou isso pra ela, ela queria continuar trabalhando no mesmo ritmo.

Acho que por pior e mais desgastante que seja nos acostumamos com quase tudo nessa vida, até com a morte, mesmo que seja por falta de escolha. Nos acostumamos com trabalhos que não gostamos, exploração, afinal não há outra maneira né? Será que não mesmo?

Ontem na faculdade discutindo o significado de cultura, origem, entre outras coisas, o professor colocou em pauta um começo de discussão sobre o valor das coisas. O primeiro exemplo foi um celular(acho que é o mais simples). Quando compramos um celular o que nos vem a mente? Provavelmente "ó que moderno, que desing, que coisa incrível!" Ou será que pensamos " ó quanta inteligencia foi colocada nele, quanto suor e noites sem dormir para que agora ele estivésse em minhas mãos!" Não né? Eu nunca pensei nisso. Mas deveriamos pensar, ontem eu comecei a pensar e comecei a "viajar" no que vem por trás das roupas que são vendidas a quilo, aquelas que a gente paga R$3,oo achando o máximo. Fiquei pensando em quanto centavos a pessoa que fez receberia, na porcentagem que ela receberia no sucesso da empresa que ajuda a construir.

Não sei se a vida, esses tempos modernos tem nos feito tão desumanos a ponto de não enxergarmos esse tipo de coisa, ou se simplesmente desistimos de enxergar. Se pensarmos bem é fácil não pensar nisso, é só juntar uma pitada de correria, umas gotas de "saco cheio" de tudo, mais um punhado de mecanização e a receita da desumanização já tá pronta. Afinal quem vai pensar em crianças sendo exploradas quanto sofre isso todos os dias no trabalho, que diferença há para nossa cabeça? Quem vai pensar em comprar uma peça de R$15,00 quando pode comprar uma de R$3,00? "Explorado sou eu que trabalho de sou a sol pra receber um mísero salário" pensamos. E não é verdade? É, também, mas não é a única verdade, o outro existe e quer ser enxergado, precisa ser enxergado, até porque vivendo nessas condições ele não consegue, na maioria das vezes, fazê-lo por si só.

Por isso por mais que "dê trabalho", e querendo ou não gere um desgaste ainda maior para nossa mente pensar nessas sutilesas da vida, é preciso. Mente cheia é sempre melhor que mente vazia.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Onde dói a ferida



Bom, como falei no penúltimo post, tenho passado por alguns problemas de saúde, na verdade uma estafa, estresse mesmo, comum nesse mundo corrido em que vivemos. Mas vim sentir isso agora nas férias da faculdade, porque antes eu não podia adoecer(ainda não posso as férias são só da faculdade, mas fazer o que?)rs.

Como diria um amigo a-dor-é-ser. Realmente muitas vezes nosso modo de ver a vida, nossas preocupações, a mania de pensar demais(meu caso, que não dou descanso pra minha cabeça nem pra dormir), toda a junção de coisas que formam o que somos, nos faz adoecer. Não é nenhuma novidade o que estou dizendo(bom pra algumas pessoas talvez seja). Porque nem todo mundo para pra pensar nessas coisas, mas eu tive longos 4 anos e meio para isso, o período da minha depressão. Pensei, pensei, pensei, foi o que fiz, e não foi ruim não, não totalmente. Eu acabei amadurecendo muito rápido e depois de tudo que passei o resto acaba sendo fichinha. Sabe o filme "Bicho de Sete cabeças"? Então passei por coisas bem parecidas, não por causa de nenhuma droga, droga pesada mesmo é dentro das clínicas que ele dão. Mas enfim, não é disso que quero falar, passou, um dia talvez conte melhor a história.

A questão é que todos temos algo que eventualmente nos faz sofrer, alguém que magoamos, erros que cometemos, nossa modo de ser, mentes inquietas(como a minha), enfim, só não sofre quem não "pensa" muito, quem passa na vida como que a passeio. Mas se esse é o preço por não passar pela vida a passeio, eu pago, e com o maior prazer. Aliás tenho pagado, há muito tempo, minha vida toda na verdade, desde que me entendo por gente e principalmente desde que comecei a discernir as coisas.

Enfim, cada um sabe onde "o calo aperta", e porquê. Resta-nos aprender a sofrer menos com essas coisas, aprender a esvaziar de vez enquando nosso "HD", relaxar, deixar alguns problemas pra depois, pra quando o dia clarear, "pra quando o sol sair", pra quando Deus quizer. Respirar fundo também ajuda, contemplar pôr do sois, formiguinhas em suas vidinhas agitadas e dar uma de "cigarra", de vez enquando é bom.

No momento eu to tentando fazer isso pra descansar a cabeça e pra não perder a cabeça. Mas apesar de tudo eu me sinto privilegiada porque sei que vou sair disso tudo ainda mais forte, mais preparada pra esse mundo que quanto mais conhecemos, mais falta conhecer. É claro que não me sinto privilegiada sempre, tem horas que o que eu mais quero é chutar o balde, e gritar: "Chega!! Cansei dessa brincadeira". Mas depois passa e eu me lembro que crescer é bom, e que tem gente que só cresce assim, na verdade é a melhor maneira de crescer. E que no final, bom no final a gente vê o que acontece, melhor mesmo é curtir o presente, por pior que ele possa parecer, e saber que aconteça o que acontecer vai ter valido a pena.

Pronto, agora só falta colocar isso um pouco mais em prática.rs

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Perspectivas



Esses dias aconteceu uma coisa muito chocante e ao mesmo tempo reveladora comigo, nem sei explicar, mas vou tentar.

Estava eu assistindo TV em um daqueles dias normais em que você não espera que nada de muito interessante aconteça. Pois bem, estava confortavelmente deitada no meu sofá, quando passa uma daquelas chamadas de jornal. Não me lembro ao certo, acho que era a Fátima Bernardes, mas pouco importa, o importante foi o que ela disse e o que aquilo fez comigo. Ela anunciou duas manchetes, 1° disse: "Termina mais uma operação no menino das agulhas, ao todo foram retiradas 22 agulhas dele"(algo assim). A segunda foi: " Prendem(ou são detidos) os ladrões do óculos da estátua de Carlos Drumond de Andrade, eles já haviam roubado os óculos 8 vezes". E eu então exclamei: "8 vezes?" Entendem o que isso significa? As duas manchetes foram dadas em uma sequência, primeiro o menino, depois o óculos da estátua, e o que me chamou atenção?

É assim que as coisas acontecem, infelizmente, mas é. Ficamos anestesiados com as crueldades da vida, depois que ouvimos, 2 ou 3 vezes já vai perdendo o peso. Eu já tinha ouvido várias vezes e me chocava quando ouvia, mas aí deixou de ser novidade e pronto, o óculos chamou mais atenção. É terrível eu sei, mas é a realidade, que atire a primeira pedra quem nunca agiu assim. Quando você passa perto de um bêbado caido no chão e não tenta ajudar é assim que você está agindo, quando se nega a ajudar alguém que precisa, quando deixa de se comover com um bichinho machucado que seja. É assim que é, essa é vida que temos vivido, friamente, sem nos envolver com nada, não é da nossa conta, já temos problemas demais, é assim que nossa mente funciona, na maioria das vezes. Mas não, tanta gente tem tão pouco e ajuda tanto. E quando falo de ajuda não é só a financeira, tem gente que precisa só de um "ombro" pra chorar, alguém pra conversar. Se dedicarmos um dia das nossas semanas pra ir a um asilo por exemplo, conversar com um idoso, apenas isso já lhes trás uma alegria que não podemos calcular.

Mas a questão é, porque estamos ficando assim, tão frios, tão indiferentes. Porque o problema do outro deixou de ser o meu? Será que nos esquecemos do quanto dependemos uns dos outros? Será que somos ingênuos o bastante para pensar que nunca vamos precisar de ninguém? Ou pelo menos ninguém fora do nosso "mundinho"? Isso só pra sermos práticos, que é o mal desse "século" mesmo. Mas é questão é (como meu amigo Fred disse no seu último post), é entre "bichos" e pessoas.

Fiquei pensando muito da questão da mídia nessa história depois do ocorrido, e sim, acho que ela tem lá sua parcela de "culpa", mas nós também temos. Explico. A mídia tem um poder absurdo de nos "manipular", nos envolver, fazer com que "olhemos" na direção indicada. Talvez a intenção naquele momento fosse "me" fazer ver os 8 óculos roubados mesmo e não as 22 agulhas tiradas de uma criança(que já não era mais novidade). Pode ser, mas eu vi o que queria ver. Não acredito muito na teoria da agulha hipodérmica, que diz que a mídia inocula em você o que ela quer e você é obrigado a aceitar aquilo e pronto, mas ou menos isso, só pra resumir. Eu acho que sim, a mídia sabe como nos convencer, mas somos não somos bichos no sentido literal mesmo da palavra, incapazes de regeitar a "mensagem" proposta pela mídia. Enfim, sendo mais prática, nós somos capazes de dizer não, "não quero ver Luciano Huck, quero ir visitar alguém que precisa de mim, o Luciano não sentirá minha falta." Ou "não, não quero aceitar que um óculos de metal seja mais importante que a vida de uma criança."

A questão toda é repensar nosso modo de ver as coisas, de ver o mundo, retirar as vendas dos nossos olhos e acordar para a realidade, o mundo precisa de ajuda! As pessoas que vivem nele, muto mais! Nós precisamos uns dos outros, precisamos dessa senssibilidade que a vida vai nos fazendo perder. Precisamos entender que a vida é breve e que a maior riqueza que podemos deixar aqui é o que fazemos de bom, o sorriso que "colocamos" no rosto de uma criança, a amizade sincera que é o maior abrigo, depois de Deus, que podemos ter. Aaaah.. O que falta acontecer pra entender isso de uma vez por todas?

Sinceramente não falta mais nada! Ou pelo menos não deveria faltar, mas cadê que a gente muda. Não! Porque é muito mais fácil ficar confortavelmente sentados em nosso sofá nos "lamentando", fingindo que nos importamos com as angustias dos outros. E é dificíl admitir isso mas é a realidade, eu me incluo nesse grupo, faz tempo que eu não sei o que é olhar de verdade para as pessoas a minha volta e ver que elas tem problemas como eu e muitas vezes bem maiores que os meus. E que sejam menores ou iguais, tanto melhor, assim um ajuda o outro. O que não entendemos é o quanto se importar com o outro significa ao mesmo tempo se importar com sigo mesmo. Acredite você ou não na Bíblia(eu acredito), ela diz algo nesse sentido que é esclarecedor: "Amai ao próximo, como a SI mesmo." Percebem? Como a Si mesmo. Ninguém consegue amar o outro se não se ama, ninguém consegue enxergar o outro, se não se enxerga. Por isso faça o que fizer comece por se amar e verá que as coisas começam a fazer mais sentido. Vou tentar exercitar mais isso também, não é uma promessa de fim de ano! É só algo que vem perturbando essa mente inquieta, e espero que continue perturbando mesmo, porque o dia que parar vou saber que virei "bicho" de verdade.

Esse post contou com a influência deste, confiram também.

http://ventonavaranda.blogspot.com/2009/12/amigo-bichoculto.html
(Vão ter que copiar e colar porque a criatura aqui ainda não aprendeu a criar link tá?)rs

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Feliz ano velho!



Eu acho o "ano novo" engraçado, por vários motivos, um deles, pela possibilidade de fazer as pessoas acharem que tudo vai ser diferente só por causa de um minuto, como se naquele minuto alguma coisa incrível pudesse acontecer. Como se 00:01 o mundo passasse por uma transformação, as pessoas se tornassem melhores, os sonhos mais próximos, os fardos menos pesados. Sei lá, de uma maneira ou de outra as pessoas acham que algo vai mudar, tem obrigação de mudar. Aí elas fazem metas para o novo ano, prometem começar aquele regime, ser mais pacientes, mais solidárias, mas a maioria esquece tudo isso antes do carnaval.

Então me pergunto qual o sentido de tudo isso. É só mais um dia, como outro qualquer, nada de sobrenatural vai acontecer só porque mudamos de um mês para o outro. Vai ser só mais um dia, entre tantos, a mudança é só simbólica, vai continuar tudo no mesmo lugar.

Por isso o melhor a fazer é começar a "faxina" hoje, a dieta hoje, tentar ser melhor hoje e tentar manter isso todos os dias. A empolgação do ano novo passa rápido e se contarmos só com ela não conseguiremos nada de muito concreto, afinal o que pode sair de concreto em planos feitos sobre pura ilusão? Melhor mesmo é manter os pés firmes no chão. Sonhar? Sim, sempre, mas sonhar com metas que não dependam de um novo ano, da famosa "segunda-feira", mas que sejam construidas dia após dia.

No natal conversávamos sobre a falsidade por trás do "Feliz natal". Pessoas que no ano todo não olham pra nossa cara nem pra dizer bom dia, no natal desejam feliz natal com o maior sorriso, lembram que você tem mãe, vó. É uma coisa linda! Falávamos que não nos sentiamos a vontade pra ser como essas pessoas e sair desejando feliz natal pra essas pessoas, até porque o verdadeiro sentido de natal já foi esquecido pela maioria das pessoas mesmo. Eu prefiro não dizer nada ou dizer apenas para meus amigos do que sair cumprimentando a vizinhança inteira.

E a mesma coisa eu penso do ano novo. Além de como já disse, não achar que tem nada demais nisso, aí fica ainda mais sem sentido. Porque a verdade é que somos só nós "velhos homens" entrando para um novo ano velho. Nada muda se nosso esforço para essa mudança não acontecer todos os dias, se nossas metas não forem traçadas todos os dias e a tentativa para alcança-las não for constante.

E é isso que eu desejo para todos para esse ano que entra, firmeza nos propósitos, nos passos e muita, muita fé. Que Deus abençõe a todos sempre. Deus não escolhe data pra abençoar ninguém, não vai abençoar mais ou menos porque vamos mudar de calendário, então faça o que fizer faça de coração, empenhe todas as suas forças nisso e aí com certeza você terá bons frutos disso. Claro esses frutos muitas vezes vem disfarçados, nem sempre as coisas acontecem como desejamos, mas se depositarmos nossos desejos na Mão certa, podemos estar seguros de que o melhor irá acontecer.

Gosto de pensar em uma música da Pitty chamada "Semana que vem", que diz:" Não deixe nada prá depois, não deixe o tempo passar, não deixe nada pra semana que vem, porque semana que vem pode nem chegar". Pense nisso, quantas pessoas fizeram planos para o novo ano e não vão nem viver para realizar?

Então é isso, desejo tudo de bom para todos vocês, hoje e sempre! Vivam o hoje, não esperam o "melhor dia" para tudo, espere um pouco melhor de você a cada dia, para poder esperar um pouco melhor da vida, gire essa "roda" e verão como as coisas podem ser muito melhores. Digo isso para mim mesma, é o que desejo para mim também, a começar por hoje.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Ordem na bagunça



Sabe quando você percebe que sua vida tá uma droga(ou bem perto disso)? Quando você senta em frente a TV para assistir aquele filme da temperatura máxima que você já viu umas "500" vezes, só pra arrumar mais uma desculpa pra não arrumar seu quarto, que tá um lixo, diga-se de passagem. Até porque enquando você adia a arrumação do seu quarto você adia a "arrumação" da sua vida (que você não tá lá muito a fim de arrumar mesmo). Porque se você começar a arrumar vai ter que remexer em tudo, em todos os porões frios e úmidos, naqueles "objetos" que estão lá, escondidos há tanto tempo que estão cheios de bolor.

E você olha para o lado e vê que afinal você tem muito menos amigos do que supunha, os que tem são uns poucos que conquistou a pouco tempo, bem poucos de longa data e de infância "1 0u 2" que você tem pouco contato. E aí as pessoas olham para o seu orkut e pensam "poxa como ele(a) tem amigos!" Mas você sabe que 10 ou 20% da sua lista é de amigos de verdade. A maioria são conhecidos, alguns amigos de infância que você não conversa há uns 10 anos, mas adiciona pensando que pode reatar laços, talvez. Mas aí você percebe que não, eles só te cumprimentam no seu aniversário e pronto. E claro de certa forma é uma maneira de mostrar como a vidinha deles é legal e na verdade você também faz isso, usa o orkut como "vitrine", mesmo que na maioria das vezes nem perceba.

E quando você faz alguma "grande descoberta" na maioria das vezes você nem pensa em contar para algum amigo, pensa que pode dar um post legal, talvez. É esse mundinho virtual nos deixam meio isolados né?

Então você leitor pode pensar "caramba o "dono dessa vida" deve estar a ponto de se matar!" Mas não, porque pode ser o caso dessa pessoa ter um Deus tão incrível que faz com que essa descoberta não seja uma coisa tão ruim, muito pelo contrário. Até porque um dos poucos grandes amigos dessa pessoa diria que "é melhor viver desiludido que iludido". E sabe ele tem toda razão. Eu posso apostar que essa delilusão vai acabar levando essa pessoa para uma vida bem melhor, uma vida mais "real".

. Quarto - + ou - Ok
. Vida - "processando"

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

É quando as folhas caem..




Esses dias foram de extrema reflexão para mim. Sei lá, talvez seja o fato de estar ficando mais velha, tudo parece cada vez mais complexo, urgente, mais sério mesmo. Afinal 23 anos já começam a pesar um pouco, assim como 22 já pesavam né? Mas cada ano que passa trás cada vez mais responsabilidades.

Bom como já tinha dito, nesse último fim de semana comemorei meu aniversário antecipado, comemorei toda uma nova fase na minha vida, que chamei de verão. Bom, para quem viu os dizeres do meu convite fica mais fácil. E para quem não viu eu mostro. Ficou assim:

"Nas nossas vidas estamos sempre mudando de fase, como nas estações; passamos pelo outono(transições), inverno(dificuldades),primavera(mudanças) e verão(a semente boa que resulta de todas as outras estações).

Convido-o a comemorar o meu verão."

Esses foram os dizeres do meu convite, eu criei, de acordo com o que estava sentindo, e como comemorei alguns dias antes do meu aniversário acho que verão foi mais apropriado mesmo. Meio poético, mas eu sempre escrevi poesia, não tinha como ser diferente.

Enfim, quando escrevi tinha esse "verão" em mente, a tradução do convite, mas com o decorrer da festa e depois, no dia seguinte percebi que na verdade eu não estava comemorando o meu verão, mas meu outono. Vou deixar isso mais claro, mas antes preciso fazer algumas considerações.

Eu descobri várias coisas na festa no meu verão/aniversário. Entre elas descobri que essa semente de que falei, a minha semente, ainda não está pronta para brotar, está sendo preparada, ainda precisa passar por mais alguns invernos, mais algumas primaveras, para então ficar forte, firme o suficiente para germinar. Percebi que eu preciso sim deixar uma certa carga emocional para trás, certas "velharias" de "uma Marina" que eu já não sou mais e não quero voltar a ser, mas preciso ao mesmo tempo me manter focada no que eu não quero perder, para não me perder demais de mim, da minha essência e sobretudo não me perder nunca do meu Deus.

É claro que eu nunca vou deixar de amar a Deus, Ele é tudo pra mim, mas tenho aprendido que cultivar esse amor não é uma tarefa tão fácil como parecia a princípio, isso exige tempo, paciência, enfim, é um aprendizado diário. Todo amor precisa disso, o amor entre familiares, amigos, com todos a nossa volta, não seria diferente com Deus, aliás muito pelo contrário, esse é o supremo amor, o que mais precisa de cuidado.

Bom, mas voltando ao meu aniversário, eu me senti meio estranha durante a festa, sei lá, meio melancólica, tive meus motivos, como disse muitas coisas mudando ao mesmo tempo. É estranho, estar em uma cidade que eu não escolhi mas que me escolheu, desde sempre, e mesmo que eu não goste muito disso é aqui que eu vou ficar por um bom tempo ainda, acredito. Não que eu deteste tudo aqui, eu gosto de algumas coisa, mas poucas coisas eu confesso, mas essas coisas existem, e claro pessoas também. Mas a verdade é que passo muito tempo pensando no que poderia ser feito para que essa cidade fique melhor, e tenho algumas ideias em mente, mas isso é outra história.

No momento me sinto desprotegida do muro que eu ergui ao meu redor a vida inteira, estou tentando encontrar um ponto entre "8 e 80", porque se tem uma coisa que eu sempre fui é extremista. Estou transitando entre um ponto e outro, tentando encontrar a melhor forma de viver, sem nunca deixar de lado meus princípios, minha fé, mas sem me fechar para o mundo, para as coisas que também são importantes, algumas eu diria essenciais, como meus amigos. É, eu confesso que não tenho tirado tanto tempo assim para eles, na verdade eu tenho tirado pouco tempo até para mim mesma. Eu nem sei quanto tempo eu fiquei sem ter contato com água, algo que amo, acho que não ia ao clube da cidade a mais ou menos 2 anos. Ontem, um dia depois do meu aniversário eu fui, e me senti muito bem, mais leve, eu costumo brincar que a água é meu habitat. Eu nuca fico muito tempo sem pelo menos molhar os pés em um riacho, ou alguma coisa do tipo, mas fiquei muito tempo sem dar um belo mergulho.

Por isso agora eu vejo que na verdade eu não comemorei meu verão, mas meu outono. Outono é renovação, novidade, é uma preparação para uma nova fase, é quando as folhas caem para dar lugar a novas, e se preparar para uma nova etapa no ciclo da vida. Nesse momento me sinto nesse outono onde muita coisa boa ainda vai acontecer, mesmo que para isso algumas folhas tenham que cair. Afinal outono, é quando as folhas caem.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Assim caminha a humanidade...



Ontem vi algo que prendeu minha atenção(e isso tem sido difícil ultimamente). Vi uma criança carregando outra( a irmãnsinha mais nova provavelmente). Era um menino com um olhar assustado que corria com a menina nos seus braços, sendo carregada de lado, toda desajetada, sem nada entender. Eram olhos marcados os daquele menino, que com tão pouca idade já parecia saber o que é sofrer. Onde eles estavam? Em uma favela em São Paulo, sim aquela favela de onde foram expulsas várias famílias.

As terras são de um empresário, sim, alguém que com certeza não morreria de fome se ficasse sem aquelas terras, ou pelo menos se esperasse mais um pouco. Aquela gente sim, depende ou dependia daquelas casas de madeirite. Para o empresário era só isso, casinhas de brinquedo que caiam quase que com um "sopro", para aquelas famílias era um lar, tudo o que eles tinham caindo ao chão em um segundo.

E eu fico me perguntando para que? Para que explusar aquelas pessoas como "cães" que batemos o pé quando queremos que saia de perto de nós(até deles eu tenho pena, quanto mais de pessoas). E aquelas crianças? Pobres crianças, expostas, ficando ao relento. Mas quem é que se importa? Não se pensa mais com o coração, mas com o bolso. No corre, corre em busca do dinheiro, ninguém parou para observar o olhar daquela criança, nos jornais só eu vi duas vezes, mas ninguém comentou, é só mais uma entre tantas. Ninguém parou para ouvir sua mãe chorando sozinha, baixinho, por ver seu filho sentindo fome, frio, ninguém viu essa mesma mãe deixando de comer para alimentar seus filhos. Ela morreria se pudésse para que eles não sofressem, ela faria qualquer coisa para impedir que uma lágrima rolasse dos seus pequenos rostinhos. Mas alguém acha que o "Sr. empresário" dono daquelas terras pensou nisso? Claro que não, ele se quer deve considerar a possibilidade de existir qualquer forma de vida naquele lugar, para ele são só coisas, obstáculos que ele vai tirando do caminho. Ele sequer considerou a possibilidade de conversar amigavelmente com eles(segundo o advogado dele essa conversa aconteceu, sinceramente meio difícil de acreditar), pensar em uma forma de ajudá-los isso com certeza não o faria falir, quem tem tantas terras com certeza não sabe o que é pobreza, se um dia soube, já esqueceu. Prá mim tal ser não é humano, não conhece Deus, e com certeza não sabe muito bem o significado de família.

Só para constar, eu sou contra quem faz coisas como invadir casas e terras como o MST, até porque tá todo mundo careca de saber que alguns vendem as terras que ganham e compram carros e mais um monte de coisa. E eu até acho que algumas pessoas devem ter feito coisas parecidas, tem gente boa e ruim em todo lugar, nesse caso não seria uma excessão. Mas a gente tá falando de famílias sabe?! Tem muita gente que realmente não tinha nada, era aquele lugar ou embaixo de uma ponte. Teve um idoso, cadeirante, que contou que queimaram tudo na casa dele, ele ficou só com a roupa do corpo. Isso prá mim não é desuhumano, sinto muito, não dá prá fingir que isso normal.

Eu não sei se é sonhar demais, mas eu juro que queria viver em um lugar onde essas coisas fossem consideradas, onde essas pessoas fossem vistas como iguais. Afinal de contas ricos ou pobres todos vamos para o mesmo lugar quando morrermos(fisicamente falando) depois cabe a Deus decidir, mas o dinheiro com certeza não vai valer mais nada nesse momento. Ah.. eu queria viver prá ver isso. Quem sabe...

segunda-feira, 20 de julho de 2009

O ser humano no limite


Sinceramente, por mais que possamos nos esforçar, alguns de nós nunca vai entender o que se passa na cabeça de certas pessoas quando se colocam em situações deprimentes por dinheiro. Sei lá, não dá para entender como uma pessoa entra em uma sala cheia de ratos, baratas, sapos e mais um mundo de bichos que transmitem doenças. Tudo bem, as cobras não tem veneno(óbvio), mas e daí, elas ainda tem dentes, acho que não deixaram as cobras banguelas também. E os ratos ainda transmitem doenças, mas tudo bem né? Vale tudo por dinheiro. Será que vale mesmo? Vale a pena colocar a saúde me risco? O emocional? Sim, porque que ninguém pense que as pessoas não saem de lá devidamente estressadas né?


E sabe, não dá nem para culpar uma emissora com a Globo por exemplo, por programas como No limite e Jogo Duro. Elas só fazem os programas né? Se as pessoas escolhem participar é problema delas. E o pior é que todo mundo compra a ideia numa boa. Tudo bem que sejam espostos ao ridículo e que a emissora não esteja nem um pouco interessada nos participantes, mas no ibope que eles vão dar. O ser humano realmente tem se acostumado a ser usado mesmo, sem nenhum problema.


É uma pena porque nenhum ser humano precisaria passar por uma situação dessas, mas pelo que parece está bem confortável nela. Ao invés de "bater o pé" e não aceitar coisas do tipo para si e para os outros, e fazendo isso ajudar a construir uma sociedade melhor, uma mídia melhor, eles sentam "confortavelmente" sobre suas desgraças. E porque? Por que definitamente tem se perdido completamente, se depreciado cada vez mais sem se dar conta disso.


Bom, esse é um assunto muito complexo e acredito que psicólogos e estudiosos da área conseguiriam lidar melhor com ele. Mas é só para pensar um pouco nessa questão, só para fazer um "barulinho", porque mais cedo ou mais tarde teremos que parar para pensar sobre ele.


terça-feira, 14 de julho de 2009

Enfim um pouco de cultura..


Enfim a nossa querida Cláudio viu um pouco de cultura, nesse último domigo, 12, como a tempos não acontecia. Esse sim um grupo de qualidade com composições lindíssimas, uma musicalidade impecável, e o resto é o que nem dá para dizer em palavras.

Mas sabe por mais que tenha o ímpeto de fazê-lo, não posso culpar Cláudio e com isso seus representantes pela atual falta de cultura, isso é cultural mesmo. Estranho mas é isso mesmo, a falta de cultura é um mal desses novos tempos. Tempos em que gostar de coisa boa é visto como ridículo, tempos em que quem gosta de cantores como Chico Buarque, Milton Nascimento, Lenine, entre tantos outros, é tido como um bicho esquisito. Ok, yes sou um bicho esquisito! É bem melhor isso do que se acostumar com esse barulho que andam chamando de música, com esse mal gosto total que parece que de repente envolveu a maioria das pessoas, com letras que não significam absolutamente nada e que levam de lugar nenhum á lugar algum. E de quem é a culpa eu vos pergunto? De quem ouve e dá "moral" pra esse tipo de coisa eu diria, de quem faz com que qualquer um que consiga tirar um barulhinho diferente de uma guitarra faça sucesso, mesmo sem nenhum conteúdo. É simples, é só pegar o som que está "bombando" no momento, o Funk. Alguém para pra analisar aquelas letras? Me digam que não, por favor! Porque se mesmo analisando alguém ainda conseguir gostar daquilo então é porque a coisa é mais grave do que pensava.

Mas voltando ao show do 14 bis. Até tinha mais jovens do que imaginava que teria, mas prá um grupo desse porte achei que tinha muito pouco. Eu vou confessar que não sabia algumas das letras, só as mais conhecidas, apesar de gostar sim, muito, as mais antigas eu não conhecia, mas algumas porque realmente não eram da minha época. Mas pelo que reparei não era só eu que não as conhecia, vi 2 ou 3 jovens que acompanharam todas as músicas. Já as pessoas um pouco mais experientes  eu diria assim, acompanharam tudo e com bastante entusiasmo. Entusiasmada eu fiquei também, aquelas letras são um deleite, Bola de meia, bola de gude, Caçador de Mim, Canção da América, Mais uma vez(essa eu amo), e tantas outras. Letra de verdade e música de verdade. E aqueles solos de guitarra! Que era aquilo?! Manda um fanqueiro fazer aquilo, manda. Ô dó!

Só tenho pena mesmo que estejamos trocando tanta música boa por tanto lixo. É claro que tem surgido coisas boas também, mas para falar a verdade só procurando com lupa para encontrar ultimamente, a coisa tá feia.

Para o nosso bem, espero que eventos do tipo aconteçam com mais frequência  não só aqui na nossa remota Cláudio, mas no Brasil todo, é o que estamos precisando para ver se essa nossa "cultura" melhora um pouco, ou melhor para que ela se transforme em algo pelo menos parecido com cultura.