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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Um pouco de bom senso afinal

Parece que os padrões da moda estão mudando, finalmemte!

Duas das principais revistas de moda do mundo, estão defendendo os padrões de beleza mais "naturais", da mulher comum, não dá "midiática". A revista Glamour divulgou uma foto polêmica de uma modelo com a barriguinha saliente a mostra.



E a revista "Brigitte" anunciou que não vai colocar fotos de modelos magérimas em suas páginas e sim de pessoas "comuns", porque para ela, mostrar as modelos afastava as leitoras de sua revista.(Se quizer saber mais leia a notícia em http://br.noticias.yahoo.com/s/05102009/48/entretenimento-revistas-apelam-gordinhas-busca-da.html)



Já não era sem tempo não é? Demorou até demais para entender que não dá para atrair muitas leitoras estampando na capa das revistas um modelo de mulher inatingível. É até desumano o que essas modelos passam para atingir esse dito "padrão de beleza", e igualmente desumano é esfregar isso na cara das pessoas, como se esse fosse o único padrão aceitável. Será que ninguém pensa que a realidade é bem outra? Que a maioria das mulheres não tem tempo para ficar malhando em um acadêmia, e não quer passar fome para emagrecer? Nem pode.

É muito bom mesmo que comecem a pensar nas pessoas, nas mulheres principalmente, como pessoas reais, não "cabides" ou objetos. Temos sangue correndo em nossas veias, não somos um reflexo da mídia, temos desejos, sonhos, sentimos fome, frio, cansaço. E todas temos biotipos diferentes. Nem todas mundo fica bem magras, algumas nunca vão ser muito magras, não é o tipo físico ideal para todas. E não é isso que torna uma pessoa feia ou bonita, cada pessoa é bela a sua maneira.

Sou a favor da liberdade, liberdade de viver e ser feliz sem que lhe digam que você tem que pesar "50 quilos" para conseguir isso. Isso também é uma forma de ditadura, a "ditadura da beleza"(eu sei que já vi esse termo em algum lugar, mas não lembro onde, por isso, vai faltar a fonte).

O que a mídia faz é criar mulheres depressivas, insatisfeitas com o próprio corpo e com elas mesmas, e isso não é nada justo. É de mulheres reais que o mundo é feito, e são elas que "movem esse mundo", com o suor do seu trabalho, carregando um "mundo" nas costas para educar seus filhos, sustentar, acalentar. As belas modelos que estampam as capas de revistas que me perdoem, mas suas vidas não são lá muito reais, e sim uma ilusão, que acaba bem cedo. Um dia elas acordarão e verão seus rostos marcados de rugas e os pneusinhos aparecendo, tal qual a modelo da capa da "Glamour".

Por isso que se irritem se quizerem de perderem seus postos para as mulheres "reais", sou muito mais elas, nós(porque me incluo também, claro). Sou muito mais a verdade, sem máscaras, sem ter que ficar dependendo de fotoshop. Sem radicalismo, fotoshop é muito útil, claro, mas use com moderação.

Viva a mulher "real", viva a mulher brasileira com toda a sua beleza e naturalidade! Viva o "ser diferente"! Viva todas as pessoas que acreditam que a beleza interior também conta muito(para homens e mulheres)! Viva a "vida real", com toda a sua simplicidade e beleza!